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Postura repressiva do Ministério Público ao Colégio Santo Agostinho é criticada em Plenário


Alunos e seus familiares realizaram abraço simbólico no Colégio Santo Agostinho na Capital

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Assessoria deputado Rogério Correia

O deputado Rogério Correia (PT), 1º secretário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), discursou na Tribuna do Plenário na quarta-feira (28/11), prestando solidariedade aos professores e à direção do Colégio Santo Agostinho, que foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por suposta discussão de ideologias de gênero em sala de aula. Em nota publicada no site da instituição, a afirmação é considerada falsa e é informado que o coléigo vai tomar medidas judiciais cabíveis para se defender. Centenas de alunos e seus familiares realizaram abraço simbólico nas tr~es unidades do Colégio Santo Agostinho, na quinta-feira, dia 29/11, repudiando a repressão do MPMG.

“São 12 mil estudantes nas três unidades do colégio e um grupo de 137 pessoas favoráveis à escola da mordaça, proposta do Projeto Escola sem Partido, está processando uma escola da importância do Santo Agostinho. É uma repressão inaceitável, que infringe uma lei que protege o professor”, destacou. O parlamentar se referiu à Lei 22.623, de 27/07/2017. "A lei é clara e protege o profissional da Educação em serviço no âmbito da escola", destacou.  

Rogério, que é professor, lembrou que essa atitude lembra a situação de constrangimento da figura do “disciplinário” dos seus tempos de colégio, durante a Ditadura Militar. “Esse funcionário tinha a função de vigiar os professores e alunos que queriam discutir política, o tamanho das saias das meninas, dos alunos, um dedo duro, agente da ditadura na escola. E agora temos promotores para perseguir professores que estão ensinando seus alunos a não ter preconceito e a pensar criticamente. ”, afirmou.

O deputado Cristiano Silveira (PT), que também é professor, repudiou da tribuna do plenário as atitudes do MPMG e dos apoiadores do Escola sem Partido. “O Santo Agostinho é um colégio de fundamento religioso, e que não falta com suas responsabilidades de difundir ideais humanísticos. Essa onda de autoritarismo e de fascismo que está tomando conta do País, quer tirar a consciência criativa e cidadã ”, argumentou.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cristiano destacou que o subterfúgio da ideologia de gênero vem sendo usado há dois anos pelo presidente eleito.  “Nas eleições, as fake news da campanha de Bolsonaro falaram de kit gay, de mamadeira erótica. Transformaram o esforço do Ministério da Educação para combater preconceito e homofobia em farsa. E agora estão estão tratando professores como criminosos, um descalabro”, criticou.

Resposta - A alegação do MPMG é de que o colégio veiculou como material didático conteúdo impróprio, classificado como Teoria de Gênero, “que desrespeita valores éticos e sociais da pessoa e da família”.  Por meio de nota, o Santo Agostinho informou que "não contempla em seu projeto pedagógico, a ideologia de gênero. A ação judicial contém alegações absurdas, desconectadas da realidade e sem correspondência com a verdade. O Colégio Santo Agostinho já está tomando as medidas judiciais cabíveis, seja para nos defender contra as falsas alegações a nós atribuídas, seja para responsabilizar as pessoas e os agentes que estão divulgando essas mentiras”, diz o texto, divulgado nas redes sociais e para a imprensa.

Rogério Correia elogiou a postura da direção, “por sua defesa em discutir a questão de gênero, pois "os alunos LGBT também têm o direito de serem defendidos”, defendeu.

Histórico - O caso teve início em setembro de 2017, quando 84 responsáveis por alunos enviaram uma notificação extrajudicial à Sociedade Inteligência e Coração (SIC), que é mantenedora das unidades do Colégio Santo Agostinho (BH, Contagem e Nova Lima), na pessoa de seu presidente, o frei Pablo Gabriel Lopes Blanco, e também de três diretores.

A medida seria válida para as unidades da capital mineira e também de Nova Lima e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O documento foi assinado pelos promotores de Justiça, Celso Penna Fernandes Júnior e Maria de Lourdes Rodrigues Santa Gema.



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