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Opinião

 
 

Da usina falida de Ariadinópolis aos assentamentos produtivos


Meados da década de 1970. A cidade de Campo do Meio, sul de Minas Gerais, ao lado da Represa de Furnas, começa a sentir o peso da crise terminal daquela empresa que foi o esteio da economia na região: a Usina de Ariadinópolis, produtora de açúcar e álcool, por décadas na região.

Demissões sem pagamentos de direitos, calotes em fornecedores, no INSS, no FGTS (Ministério do Trabalho), sonegação fiscal, e outros “canos”. Isso tudo resulta hoje numa dívida estimada em R$ 300 milhões aos três entes da Federação, para um patrimônio avaliado em menos de R$ 80 milhões.

Isso considerando ainda que muitos dos bóias frias que lá trabalharam, deixaram na terra sua saúde e de lá não levaram direito algum. Uma trágica herança que, por certo, não pode ser avaliada financeiramente.

O ano era 1998 e os órfãos da falência, sem nem mesmo receber seus direitos trabalhistas básicos em suas demissões, começavam a se organizar para tomar aquilo que lhes era de direito. Boa parte dos R$ 300 milhões de dívidas da empresa eram calotes diretos sobre essa massa de trabalhadores. Outra parte eram calotes indiretos, na forma de impostos sonegados e da quebradeira geral dos fornecedores da região, que não receberam serviços e produtos gastos na Usina.

Liderados pelo MST foram criados vários assentamentos na região. Que geram, hoje, ocupação e renda para cerca de 450 famílias, diretamente. Ou seja, algo próximo a 2,000 pessoas retiram dali o sustento. E, indiretamente, o impacto positivo em toda a região de Campo do Meio é possível de ser mensurado no comércio local, na atividade bancária e em outras iniciativas econômicas (tais como oficinas, transportes, e outros).

Foram 20 anos de muita luta e de sucesso, em meio à violência aberta, por parte de autoridades públicas e provocadores contratados. Nas batalhas judiciais, se alternavam derrotas e vitórias.

Enfim, veio o governo Fernando Pimentel (PT) que, a partir de 2015, buscou interagir com a sociedade local e enfrentar o problema. A proposta era o estado assumir a desapropriação e regularizar – definitivamente – os assentamentos.

Porém, o Brasil cinzento, que emergiu das eleições de 2018, contrasta com o Brasil dinâmico e gerador de riquezas que há duas décadas busca se firmar por lá. A Justiça, ou melhor, a Injustiça quer a retomada das terras para os proprietários falidos e caloteiros.

Defender os 11 assentamentos da região é defender um Brasil que deu certo: o da agricultura familiar. Disso não se pode abrir mão!



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