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Nos 40 anos da Comissão Pastoral da Terra em Minas, lideranças denunciam violência no campo

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: CPT

Os 40 anos de atuação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Minas foram comemoradas em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, na quarta-feira (21/11), por requerimento do 1º-secretário, deputado Rogério Correia (PT). Foram apresentados dados recentes de crescimento da violência no campo e na cidade, contra os que lutam por terra e casa. Rogério enfatizou que a CPT é um marco na história brasileira e uma das fontes de inspiração para os movimentos sociais no País.

“A CPT é uma formadora de lideranças e um exemplo para as pessoas que lutam pelos direitos dos pobres, dos quilombolas, dos indígenas e de demais oprimidos. Temos a necessidade de que o trabalho desses guerreiros continue. Fazemos essa homenagem pelo passado, pelo presente, mas também um pedido para o futuro: continuem conosco”, declarou o deputado.

O presidente da comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), criticou as propostas do novo governo federal de transformar os membros de movimentos sociais em terroristas. “Chamam de terroristas os produtores com as mãos calejadas de trabalhar na terra e de produtores os que grilam áreas indígenas e quilombolas”, enfatizou.

Todos os anos, a Pastoral registra os conflitos ocorridos no meio rural. No ano passado, o relatório Conflitos no Campo Brasil 2017, apresentado na audiência, lembrou o ex-dirigente Alvimar Ribeiro, falecido em 2016, pelo trabalho dele em favor da população campesina.

Violência crescente
- O coordenador da CPT em Minas Gerais, Frei Gilvander Pereira, apresentou dados alarmantes do cresciemento da violência contra trabalhadores que buscam seus direitos no campo e na cidade. “Enquanto estamos aqui, recebo a informação de que 13 pessoas submetidas a condições análogas à escravidão fugiram de uma fazenda na Bahia e estão agora pedindo nossa ajuda em Berilo, no Jequitinhonha".

Frei Gilvander lembra que o trabalho da Pastoral cresceu e se modificou com as necessidades atuais para atuarem ao lado de comunidades tradicionais e de agricultores familiares. Para ele, o atual momento político fragiliza ainda mais esses grupos e será necessário fortalecer a militância para garantia de direitos.

Segundo informações da CPT, em 2017 foram assinadas 70 lideranças camponesas, o maior número desde 2003. Os 40 anos da Comissão encontram um cenário muito triste e de muita luta. “Temos mais do que a convicção, temos a experiência e a história da luta do campesinato para demonstrar que enquanto continuar a injustiça agrária, não teremos justiça social”, afirmou.


História - A CPT foi fundada pela CNBB durante a Ditadura Militar, para auxiliar comunidades vulneráveis do campo, submetidas a condições análogas à escravidão e expulsas das terras que ocupavam.

Judiciário - O procurador de Justiça, Afonso Henrique de Miranda Teixeira, garantiu que o Ministério Público continuará trabalhando para evitar a criminalização dos movimentos sociais. “Na Ditadura, os trabalhadores, sindicatos e organizações tinham que defender o povo brasileiro, contrariando aquilo que estava na lei. Hoje, a luta da CPT e de cada pobre do campo é fazer valer e cumprir a Constituição”, afirmou, salientando que a terra deve ser usada de acordo com o interesse público.

O representante da Rede Nacional de Advogados Populares, Thales Vioti, enfatizou que a opressão aos movimentos do campo é histórica e que é por isso que os advogados populares sempre atuaram de forma integrada à CPT. “O Poder Judiciário tem atuado de várias formas para negar aos trabalhadores e às comunidades tradicionais o direito à terra. Estamos e continuaremos nessa luta”, garantiu.



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