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Rogério Correia critica proposta de venda da Petrobras pelo presidente eleito

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Daniel Protzner / ALMG

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Rogério Correia (PT), criticou, da tribuna do Plenário na terça-feira (20/11), as declarações do economista Roberto Castello Branco, cotado para assumir a presidência da Petrobras no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por defender a venda de estatais. Indicado pelo futuro ministro da área econômica, Paulo Guedes, Castelo Branco é entusiasta da privatização das principais estatais e, no caso da Petrobrás, defende que não é preciso ter controle do petróleo brasileiro.

Rogério Correia lembrou que grandes empresas estatais foram criadas pelo presidente Getúlio Vargas, nos anos 1930 e 1940, com importância estratégica para cuidar dos bens mineirais, deixando o patrimônio das riquezas nas mãos do povo brasileiro. E classificou de "irresponsável" a postura do novo governo. “Bolsonaro tem uma posição de vassalo em relação aos interesses internacionais e americanos, porque recebeu apoio daquele país durante sua campanha, com a promessa de entregar nossas riquezas. Ele quer vender para as multinacionais a parte mais lucrativa da nossa Petrobras, que é o refino do diesel e da gasolina”, destacou.

O deputado lembrou que Castelo Branco e  Paulo Guedes são formados pela Universidade de Chicago, conhecida por ser um dos berços do neoliberalismo, “uma gente que não se importa com o povo pobre". Rogério destacou que no governo Dilma Rousseff, o Brasil produzia 80% da gasolina consumida no País e que hoje este montante não passa de 60%, uma política que deve continuar no próximo governo. E afirmou ainda que a greve dos caminhoneiros foi causada pelos aumentos excessivos dos preços dos combustíveis, anexados aos valores praticados internacionalmente em relação ao petróleo.

Rogério Correia associou o nome de Castelo Branco aos chamados “Chicago Boys” , economistas formados por aquela universidade, que atuaram no governo ditatorial do Chile no início dos anos 1980, e que implementaram políticas neoliberais naquele País, acabando com os direitos dos cidadãos à aposentadoria. “Os idosos chilenos de hoje vivem uma situação de miséria e lá o índice de suicídios na terceira idade é o maior do mundo. É essa política que Bolsonaro quer trazer para o Brasil”, afirmou.

O deputado classificou de "ministério do entreguismo", a pasta que o economista Paulo Guedes deve comandar. “Eles querem vender nossa água, a Amazônia e tudo o que for de mais precioso para o povo, para acabar com nossas políticas sociais, que garantam o combate à pobreza”.

Moro na Justiça

Rogério criticou ainda a indicação da delegada da Polícia Federal Érica Marena para trabalhar na equipe de transição chefiada pelo ex-juiz Sergio Moro, futuro ministro da Justiça e Segurança Pública. Marena ficou marcada por ter feito o pedido precipitado de prisão do então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou menos de três semanas após ser detido. Sua prisão foi muito criticada pois não foi comprovada sua participação nos crimes pelos quais era acusado.

“Essa senhora é responsável pela morte do reitor, pois agiu de modo precipitado, cometendo abusos e excessos contra o reitor. Esses abusos são típicos de quem não é comprometido com os rigores da nossa Constituição, julgando e expondo os cidadãos ao escárnio da opinião pública, antes dos processos serem aputrados e julgados. Começou muito mal a atuação de Bolsonaro, que não foi aos debates e por isso não expôs seu projeto de governo”, argumentou.



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