Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Mais Notícias

 
 

Minas terá Dia de Combate ao Feminicídio e Marília Campos defende maior envolvimento do poder público

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Divulgação

A aprovação em turno único, na terça-feira (20/11), do Projeto de Lei 5.203/18, que cria o Dia Estadual do Feminicídio em 23 de agosto, pretende modificar a realidade de Minas, onde, segundo dados da Polícia Civil, uma mulher é morta a cada três dias por este tipo de crime. Comparativamente ao ano anterior, o aumento foi de cinco pontos percentuais, com 106 mulheres assassinadas. O feminicídio é o homicídio da mulher motivado por menosprezo ou discriminação, ou por razões de violência doméstica.

Autora do projeto, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Marília Campos (PT), defendeu que a data seja um marco para o debate em torno da grave realidade que vive o estado e alertou ainda para a necessidade de ações concretas por parte do poder público. “É um dia de mobilização para que a gente não deixe no esquecimento as muitas mulheres mortas pelo simples fato de serem quem são. Mas precisamos de políticas públicas na área social, na educação e na saúde que amparem e protejam as mulheres”, pontuou.

Os números são estarrecedores em todo o País. Segundo a deputada, levantamento recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, taxa de 4,3 mortse para cada grupo de 100 mil pessoas do sexo feminino. Em 2017, mais de 4.470 mulheres foram mortas em todo o território nacional, um número 6,5 pontos percentuais maior do que o ano anterior.


Apesar de a Lei Federal do Feminicídio estar em vigor desde 2015, Marília lembrou que ainda é preciso garantir uma maior proteção das polícias Civil e Militar e punição aos assassinos. “Precisamos garantir o direito à vida”, defendeu.

Os dados do fórum apontam que no Brasil, em média, 12 mulheres foram assassinadas por dia. Ao todo, 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

Em Minas Gerais, o mês de setembro de 2018 foi o mais violento. Segundo a Polícia Civil, 20 mortes de mulheres foram consideradas feminicídio, um aumento de 25% com relação ao mesmo mês em 2017.


Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes