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Pesquisa aponta que segurança dos trabalhadores em mineração ainda é precária


Deputado quer inquérito para reparar prejuízo de trabalhadores

Núcleo de Comunicação Minas Melhor/ Dados da Assessoria de Comunicação ALMG
Foto: Sarah Torres/ ALMG
 

Um relatório técnico realizado pela Fundacentro, entidade vinculada ao Ministério do Trabalho e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), aponta para a necessidade de melhoria das condições de trabalho no setor da mineração. A apresentação dos dados aconteceu na quinta-feira (26//) em audiência pública realizada pela comissão de Trabalho e Previdência Social, presidida pelo deputado Celinho do Sintrocel (PCdoB). A audiência contou ainda com a participação do deputado Geraldo Pimenta, também do PCdoB.

O parlamentar pontuou que o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana abre a oportunidade para que o tema seja tratado com a radicalidade que merece. Segundo o parlamentar, para garantir lucros, “o capital aprofunda seu descaso com a força do trabalho e a segurança dos trabalhadores.”

De acordo com o pesquisador da Fundacentro, Celso Amorim, um dos responsáveis pelo relatório, dos 1.967 acidentes registrado ao final da pesquisa, em 2012, 85% estão relacionados à perda de audição e a lesões nas mãos e no punhos.

Outro dado da pesquisa mostra que a média de horas trabalhadas até a ocorrência do acidente é de 4 horas. “Mecânicos e profissionais responsáveis por manutenção de máquinas em geral possuem 120 registros de acidentes, seguido por mineiros (108) e operadores de caminhão de minas e pedreiras (51)”, afirmou o pesquisador. Com relação aos óbitos, a maior frequência ocorre entre homens de 30 a 39 anos.

A pesquisa, realizada em 34 municípios do Quadrilátero Ferrífero, onde a mineração é responsável pelo potencial econômico, revelou que entre os anos de 2004 e 2008 houve um registro de 11 mortes, 104 internações e 16 trabalhadores precisaram se aposentar com média de idade de 52 anos. “O quadro de saúde do trabalhador precisa melhorar, e muito. Esta é uma das conclusões do estudo: faz-se necessário monitorar esses fatores de forma a evitar danos e acidentes. É uma das atividades de maiores riscos à saúde do trabalhador”, destacou.

A diretora de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde e uma das pesquisadoras do relatório técnico, Marta Freitas, ressaltou que a pesquisa mostra como o trabalhador da mineração é desprezado. “O aumento da produção não é proporcional ao aumento do número de trabalhadores. Isso pode explicar um pouco os dados apresentados”, destacou.

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas do Estado de Minas Gerais (Ftiemg), José Maria Soares, afirmou que, enquanto o lucro do empresariado for mais importante que a vida, mortes e doenças dos trabalhadores da mineração vão continuar ocorrendo.


O deputado Celinho do Sinttrocel disse que vai enviar um pedido ao Ministério Público do Trabalho para que instale inquérito para reparar prejuízos a trabalhadores causados pelo rompimento da barragem em Mariana e para que reconheça a legitimidade de sindicatos como emissores de notificações de acidentes de trabalho. Também vai solicitar um debate público para discutir impactos da mineração no Estado e, ainda, enviar ofício ao presidente da Câmara Federal para que seja realizada ampla discussão sobre o novo Marco Regulatório da Mineração, antes das votações. 


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