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Opinião

 
 

Toda luta será castigada?


Não pense você que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) representam tudo o que há de movimentos sociais do País.

Não. Movimentos sociais são todas as ações coletivas que se orientam por revindicações específicas ou gerais. Ações de direita, de centro ou de esquerda.

Exemplo prático disso foi a denominada greve dos caminhoneiros. Havia naquele movimento social a participação de caminhoneiros autônomos, mas havia também pequenas, médias e grandes empresas de transporte, que pegaram carona na ação daqueles autônomos. Estes, inclusive, colocaram faixas de apoio a Bolsonaro em seus veículos, na vã expectativa de que se blindariam da repressão policial. Ledo engano. Além de ineficaz, porque a repressão aconteceu, a iniciativa ignorava que o então deputado Bolsonaro fora autor de um projeto criminalizando a obstrução de vias, arma política dos grevistas.

Esse é o caso do Movimento dosTrabalhadores em Logradouros Públicos de Minas Gerais (MTLP/MG), do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Mohan) e outros semelhantes, como bem lembraram os participantes da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos esta semana na Assembleia Legilslativa. Além desses, ainda temos uma infinidade de movimentos circunstanciais, que nem nome têm, mas que representam a luta coletiva por alguma causa específica. Específica, mas não menos relevante.

As ameaças aos direitos de mobilização e manifestação, que emergem com mais força depois das eleições podem começar pelos movimentos já tradicionais, como o MST, o MTST e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Contudo, esse seria apenas o começo. Dada a largada, qualquer movimento social, formalizado ou não, que pressione os poderes públicos estará na mira das ameaças à democracia que assistimos antes e durante as eleições.

Até mesmo um evento divulgado por ferramentas de redes sociais será objeto de monitoramento.

E não deverão escapar até as manifestações dos eleitores do presidente eleito, que se mostrarem dispostos a se mobilizar para defender a manutenção de promessas de campanha que estejam sendo relegadas a segundo plano ou de crítica aos seus possíveis descaminhos.

A revolução é como Cronos (deus do tempo): ela costuma devorar seus filhos, alertou Pierre Vergniaud, revolucionário francês guilhotinado em 1793.


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