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Opinião

 
 

Itamar e Pimentel, vítimas da mesma perseguição

Algumas caracaterísticas muito específicas identificam os governos de Itamar Franco e Fernando Pimentel. Os dois estiveram no epicentro de crises nacionais e internacionais. O de Itamar enfrentou a perseguição do governo federal tucano, por querer discutir o acordo da dívida de Minas com a União, celebrado por Eduardo Azeredo e Fernando Henrique Cardoso, em 1997. O de Pimentel está enfrentando o boicote promovido por Michel Temer, que se reúne frequentemente com o senador Aécio Neves, que por sua vez trama com seus deputados aliados na Assembleia. Esse cerco visa manter o déficit do Estado, desestabilizando nossa economia e obrigando o governo petista a parcelar os salários dos servidores. As duas histórias penalizaram os mineiros e são ligadas aos políticos tucanos.

Itamar Franco denunciava, em 1999, os termos do acordo de divisas, como profundamente prejudicial aos interesses do povo mineiro. O governo federal da época, por seu turno, pagava a conta da irresponsável política de privatizações consolidada por FHC, com três quebras consecutivas: 1998, 2000 e 2001. O resultado disso é que a gestão fiscal do Estado brasileiro foi, sem disfarces, passado ao FMI.

Então governador de Minas Gerais, Itamar Franco resolveu se insurgir contra isso. E o estado teve bloqueados recursos fundamentais para o funcionamento dos serviços de saúde, de educação, de segurança, etc..

Em 2003, quando Aécio assumiu, Lula era presidente. E a atitude do governo federal muda na relação com o governo mineiro. Para começar, Lula repassou ao governo Aécio mais de R$ 300 milhões (valores da época), como ressarcimento por obras feitas pelo governo Itamar em rodovias federais. Dinheiro esse, inclusive, usado por Aécio para ajudar as finanças públicas mineiras, no seu afamado 'déficit zero'.

De 2003 até 2014, tanto os governos Lula, quanto o primeiro governo Dilma, trataram de forma republicana, ou seja, respeitosa, o estado de Minas Gerais. Nada do que FHC fez com nosso estado em seu governo, foi repetido por Lula ou Dilma. Pelo contrário. Nunca se ouviu de Aécio ou de Anastasia, qualquer crítica em função de qualquer postura que pudesse se assemelhar à uma perseguição política.

Em 2015, com Fernando Pimentel assumindo o governo mineiro, o Brasil – que já enfrentava uma retração da economia internacional – passa a ter que lidar com um movimento político golpista, que resultou na cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff e a posse do governo Michel Temer. Desde então, o governador tem se recusado, por exemplo, a vender estatais para equilibrar as contas públicas e acusa a gestão Temer de "fechar o cerco" para isso.

Minas voltou a ser alvo de retaliações e perseguições que seguem, em muitos sentidos, o traçado de FHC contra Itamar.

As pontas se ligam: os senadores Anastasia e Aécio foram figuras destacadas no golpe contra o mandato de Dilma Rousseff. Temer foi o beneficiário imediato. Agora, Aécio e Anastasia operam para ganhar as eleições em Minas Gerais. E Temer, ao perseguir o governo Pimentel, os ajuda na empreitada. Não terá sido isso mera coincidência.



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