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PEC do orçamento impositivo é aprovada por Comissão Especial e está pronta para o Plenário


Sede do Governo de Minas Gerais

Assessoria ALMG

Edição: Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Imprensa / MG

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 34/15, que trata do orçamento impositivo com relação às emendas parlamentares, está pronta para retornar ao Plenário da Assembleia Legislativa, onde já foi analisada em 1° turno. A proposição foi aprovada na quarta-feira (18/07) pela comissão especial formada para apreciar a matéria, por meio do substitutivo n°1, apresentado pelo colegiado. O líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT) acredita que o bom senso prevaleceu entre os deputados da oposição, que destravaram a pauta da Casa e com as votações dos vetos, permitiram que se desenrole a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e outros projetos importantes para o Estado.

"Estão incluídas as matérias de vinculação impositiva orçamentária que já têm o mínimo constitucional, caso da Saude e Educação, e que fortalecem a autonomia do Poder Legislativo", garantiu. 

O substitutivo foi apresentado pelo relator da comissão especial, deputado João Magalhães (MDB). O dispositivo altera os limites relativos à aprovação e à execução das emendas. Participaram da reunião o líder de governo, deputado Durval Ângelo (PT), e o líder da maioria, deputado Tadeu Martins Leite (MDB).

PEC - De autoria coletiva, a PEC 34/15, originalmente, acrescenta dispositivos aos artigos 159 e 160 da Constituição do Estado e ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 

O objetivo é tornar obrigatória a execução das programações previstas nas emendas individuais dos deputados ao Orçamento do Estado, até o limite de um percentual da Receita Corrente Líquida (RCL) realizada no exercício anterior.

O texto inicial da PEC previa aplicar, de forma escalonada, o percentual de 1,2% da RCL, até o Orçamento de 2021, igualando ao índice da legislação federal (Emenda Constitucional 86, de 2015). O substitutivo nº 1 altera as previsões do escalonamento e amplia o prazo da aplicação total. Diante das dificuldades do Estado, o texto aprovado propõe 0,6% para 2019, 0,8% para 2020, 1% em 2021 e 1,2% a partir de 2022.

Esses índices poderão ser revistos caso a reestimativa da receita e da despesa resulte no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias.

Barganha – A justificativa da PEC esclarece que o sistema atual de proposição de emendas, que é apenas autorizativo, confere um poder arbitrário ao governador na execução do orçamento. Isso acabaria por “sujeitar os parlamentares ao poder dos agentes do Executivo, que se utilizam dessa situação para realizar barganhas”, conforme diz o texto.

Saúde terá 50% das destinações

O texto aprovado prevê que as emendas parlamentares destinem 50% dos recursos para ações e serviços públicos de saúde. Esse montante será computado para fins de cumprimento de dispositivo constitucional que exige destinação mínima para a área. O texto original previa 35% para saúde e 20% para educação.

Ainda de acordo com a proposição, os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento do que está previsto na PEC, até o limite de 0,35% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.

Em até 60 dias após a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA), o Executivo deverá receber os dados das emendas parlamentares, bem como a ordem de prioridade das demandas de cada deputado.

A execução das emendas parlamentares, nos termos da PEC 34/15, só poderá deixar de ser feita em situações de impedimentos legais e técnicos, o que deverá ser tratado em lei complementar. Nesse caso, após um trâmite preestabelecido, os recursos poderão ser remanejados.

O texto também prevê que os três poderes do Estado, além do Ministério Público e da Defensoria Pública, manterão na internet relação atualizada das programações incluídas por emendas individuais na LOA, detalhando o estágio da execução e indicando eventuais impedimentos e reduções de seu montante.

Municípios
– O substitutivo nº 1 inova também em relação ao texto original ao propor alterações no artigo 181 da Constituição do Estado. O objetivo é regulamentar aspectos relacionados à restrição de repasses de recursos públicos estaduais a municípios inadimplentes.


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