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Opinião

 
 

Um deputado contra mais de 400 mil servidores públicos em Minas Gerais

Quarta-feira, 11 de julho, Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O deputado Gustavo Corrêa (DEM) discursa da tribuna, exercendo seu direito democrático de fazer oposição ao governo Fernando Pimentel. Porém, o conteúdo de sua fala revela abuso com esse direito democrático.

Gustavo Corrêa é líder do Bloco parlamentar Verdade e Coerência, que reúne DEM, PSDB, PDT, PP e PTB. No pronunciamento dele, questionou a proposta do Executivo, que tramita na Casa, regulamentando a abertura de capital da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). As galerias estavam lotadas de servidores da Educação exigindo a votação da PEC 49/18, que institui a constitucionalização do Piso Salarial da Educação em Minas Gerais.

No momento em que o líder da oposição se dirigia aos servidores, tentando explicar o motivo da obstrução dos trabalhos parlamentares que impediam a votação da PEC 49, afirmou que o bloco parlamentar dele apresentara emenda ao projeto de abertura de capital da Codemig destinando os recursos arrecadados à saúde, educação e segurança. E que isso não havia sido aceito pelo governo Pimentel, implicando no travamento da pauta.

Imediatamente, o líder do governo, deputado Durval Ângelo (PT), pediu aparte e propôs a redação conjunta de uma emenda com o mesmo teor, derrubando o pretexto alegado pelo oposicionista para a obstrução parlamentar. Desconcertado, Gustavo Corrêa tentou mudar de assunto, desafiou o governo a depositar os salários dos servidores impreterivelmente no quinto dia útil, para evitar o parcelamento. E se comprometeu a encerrar a obstrução, se o governo topasse.

Com a mesma presteza, Durval Ângelo, falando em nome do governador, garantiu que se a oposição parasse de obstruir e votasse os projetos da securitização, o projeto dos precatórios e o da Codemig, que o governo regularizaria o pagamento sem parcelamentos no mês, como vem ocorrendo.

Obviamente, a resposta da oposição na ALMG não foi positiva. Confirmando, assim, direto do Plenário do Legislativo aquilo que se sabia apenas nos bastidores: a oposição que reúne parlamentares do DEM, PSDB e de outros partidos também seguidores de Aécio, Anastasia e Rodrigo Pacheco usa a tática do “quanto pior melhor” para tentar ganhar as eleições em Minas.

Assim, a crise mineira tem dimensão internacional, com a queda na compra de commodities e também dimensão nacional, com o impeachment de 2016. E, no plano estadual, tem o ódio herdado do Modo Aécio de tratar derrotas eleitorais.

Com isso, cerca de 400 mil servidores da ativa, 200 mil inativos e centenas de fornecedores de serviços e produtos ao estado, principalmente na saúde, ficam prejudicados. Agora foram expostas as impressões digitais de quem inviabiliza o pagamento regular de salários e o acerto com fornecedores: os mesmos que apostaram no golpe que levou o País ao abismo econômico, político e social no qual vivemos.





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