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Qualidade da água é discutida em audiência pública em Valadares

Em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Governador Valadares, cidade que depende 100% das águas do Rio Doce para abastecimento de sua população, que ultrapassa os 200 mil habitantes, os deputados da Comissão Extraordinária das Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) passaram a acompanhar com detalhes o trabalho de tratamento que está sendo realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). “Há uma reclamação por parte de alguns moradores quanto o odor, mas eu mesma provei da água e pude confirmar que ela está boa”, disse a deputada Celise Laviola (PMDB), que também faz parte do Comitê de Gerenciamento de Crise formado por representantes dos governos Federal, Estadual e Municipal, da Defesa Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Poder Judiciário, Ministério Público e da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Segundo a deputada, uma alteração que é perceptível é o cheiro de cloro, principalmente neste período de chuva que exige uma intensificação no tratamento. “Talvez essa seja uma reclamação pertinente, mas é importe que o SAAE faça esse tratamento”, salientou.

De acordo com o a prefeita Elisa Costa (PT), há uma ação emergencial para garantir o abastecimento na cidade com distribuição de água mineral em pontos distintos durante a semana. E reforçou que o poder público também tem se preocupado com o monitoramento do rio. “Foi encontrada uma fórmula, através de uma planta orgânica, para tratar a água. Outras cidades já utilizam isso. O resultado é água potável. Amostras foram feitas por diversos órgãos”, disse.

Apesar do esforço no tratamento da água, Governador Valadares está buscando outras alternativas para captar água dos rios Suaçuí Grande e Pequeno.

 

Laudos independentes

De acordo com o coordenador regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Doce do Ministério Público do Estado, Leonardo Castro Maia, a despeito das análises da água em Valadares feitas pelo SAAE e outros órgãos, o Ministério Público também procura fazer análises independentes e paralelas. “A água tem odor diferente, o que tem preocupado a população e, por isso, buscamos outras análises com relação à água para que tenhamos de fato uma tranquilidade em relação ao fornecimento. São os princípios da prevenção e da cautela aos quais o Ministério Público está atento”, destacou.


“Em Valadares, tentamos viabilizar uma alternativa para a demanda de abastecimento. Ajuizamos ação civil pública para assegurar o fornecimento de água na cidade”, contou. Dessa forma, a empresa tem que disponibilizar água mineral. Leonardo Castro ressaltou ainda que os prejuízos pelo rompimento da barragem ainda são incalculáveis. “Firmamos acordo com a empresa para que seja pago R$ 1 bilhão para medidas de mitigação dos danos sócio-ambientais”, salientou.


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