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Estereótipo de mulher propagado pela mídia desrespeita a Constituição e é um incentivo à violência

Assessoria de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Sarah Torres / ALMG

A reprodução que a mídia faz da imagem da mulher em estereótipos conceituados como modelo de beleza e comportamento foi alvo de críticas em audiência pública da Comissão Extraordinária das Mulheres, na segunda-feira (9/7), na Assembleia Legislativa. A iniciativa do debate foi da deputada Marília Campos (PT), presidente da Comissão, que responsabilizou a mídia por "desqualificar as mulheres quando trata apenas da valorização do corpo feminino em detrimento da capacidade intelectual".

A visão preconceituosa, e muitas vezes misógina, que a mídia tem sobre a mulher foi apresentada pela psicóloga e pesquisadora Rachel Moreno, autora do livro A Imagem da Mulher na Mídia - Controle Social Comparado. Para Rachel, o conceito da mulher “bela, recatada e do lar” tem um impacto negativo importante na cultura e na consciência social. “Um impacto que se reflete na manutenção das diferenças e que precisa acabar”, defendeu.

Rachel apresentou o resultado de uma pesquisa sobre a legislação de 13 países que versa sobre o controle social da imagem da mulher nos meios de comunicação. A partir de um comparativo, ela disse que o Brasil, em termos do uso da mídia, ainda desrespeita da Constituição Federal. “Somos signatários de acordos internacionais e de Leis brasileiras que nos permitiram utilizar a mídia para chegar à igualdade entre homens e mulheres e nós não temos feito isso”, alertou.

A professora do curso de Comunicação e do Centro de Convergência de Novas Mídias (CCNM) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Joana Ziller, lembrou que, por meio da mídia, as mulheres muitas vezes são “atacadas e inviabilizadas”. Para ela, a mídia reitera o sexismo existente na sociedade e apaga a imagem da mulher. “Até mesmo quando a mulher é vítima de violência, a mídia apaga a nossa existência”, enfatizou.

Racismo e preconceito - O estereótipo da “mulher magra e de cabelos esvoaçantes” como referência de beleza das produções comerciais e publicitárias foi criticado também pela jornalista Rosália Estelina Diogo, autora do livro Mídia e Racismo – Ensaios.

Ela lamentou a ausência de mulheres negras como protagonistas em produções da televisão, do cinema e da publicidade no Brasil e lembrou que uma mulher negra demorou 50 anos para assumir um papel principal em uma novela brasileira.

A presidente da Rede Minas de Televisão, Luiza Moreira, defendeu a utilização dos meios de comunicação para reduzir o preconceito e a violência contra a mulher. Ela lembrou que sentiu na pele o intolerância machista quando assumiu a presidência da emissora e disse que a TV pública tem que “assumir o papel de uma mídia de transformação da sociedade brasileira”. Depois de destacar a campanha “Rede das Manas, Rede das Minas”, que busca divulgar a luta das mulheres pela igualdade, pelo fim do preconceito, da misoginia e das diferenças, ela defendeu a participação de mulheres em cargos de decisão nos meios de comunicação.

Sobre o assunto, a diretora de formação do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Andrea Castello Branco, lembrou que na década de 1980, em Belo Horizonte, era quase impossível uma mulher assumir um cargo no alto escalão de uma redação. “Conseguimos mudar essa realidade, mas ainda assim são poucas as mulheres que chegam a assumir uma editoria, ou alguma outra posição importante em uma redação, apesar de sermos maioria”, disse. Ela denunciou o assédio moral e sexual sofrido por jornalistas mulheres em todo o mundo e lembrou que tais iniciativas partem de colegas de trabalho e até mesmo de fontes.



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