Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Mais Notícias

 
 

Comissão das Mulheres repudia tratamento misógino contra Manuela D'Ávila no programa Roda Viva

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Divulgação Deputada Manuela D'Ávila

A Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa (ALMG), aprovou na quarta-feira (27/6), requerimento para a elaboração de uma manifestação de repúdio dirigida aos responsáveis pelo programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na segunda-feira (25/6), com a pré-candidata à Presidência Manuela D'Ávila (PCdoB). A autora do pedido, a presidente da comissão, deputada Marília Campos (PT), demonstrou sua indignação com o comportamento dos entrevistadores, que interromperam as falas da candidata por 62 vezes, não respeitando a prioridade dela no programa. “O que era para ser uma entrevista da pré-candidata à Presidência da República, tornou-se um espetáculo deprimente a ilustrar como não se deve praticar jornalismo”, declarou Marília Campos.

A deputada considera que essa é uma atitude que vem se repetindo no Brasil por séculos e que não cabe mais na sociedade atual, onde a igualdade de gêneros é um direito constitucional, que não pode ser desrespeitado.

“Manuela, que é a deputada estadual mais votada do Rio Grande do Sul, foi atacada de forma hostil e misógina pelo apresentador e seus convidados. Foi interrompida de forma rude e grosseira, demonstrando mais uma vez como a mídia pode ser cruel e discriminatória com as mulheres. Por isso, se faz necessário o nosso posicionamento firme contra atrocidades como as cometidas pelos participantes do Roda Viva e por muitas outras que cotidianamente vitimizam as mulheres”, pontuou.

A deputada Geisa Teixeira (PT), vice-presidente da comissão, considera o comportamento dos convidados do programa característico da tentativa de silenciamento das mulheres, naturalizado em nossa sociedade. "Isso é feito para impedir a participação feminina nas decisões que têm a ver com a vida de todos, principalmente na política. Não aceitamos mais nenhum passo atrás, queremos ter voz, vez, lugar e é por isso que todos os dias saímos para a luta em defesa das mulheres, da Manuela e de outras milhares de nós que têm resistido por todo o Brasil" prometeu a parlamentar.

Dilma - Marília comparou o episódio com o machismo sofrido pela presidente Dilma Rousseff durante seus governos, amplamente explorado pela mídia brasileira, que considerava a atitude firme dela como antipática e criticava até o modo de governar sem concessões aos vícios políticos, colocando-o como uma incompetência para o cargo. A deputada classifica a atitude como ódio e aversão de pessoas que pregam a exclusão das mulheres dos espaços de poder, como se coubesse apenas ao homem exercer a vida pública.

"Dilma sofreu um escárnio, totalmente misógino, típico do modo como se costumam tratar as mulheres que tem poder no nosso País, ridicularizando seu físico, sua sexualidade e até questionando sua inteligência, sendo que é obvio que ela era e é uma pessoa muito preparada para os cargos técnicos que exerceu em sua vida profissional. Mas como era a mulher mais poderosa do Brasil, o modo de desconsiderá-la era pela suposta incompetência e fragilidade. Isso é inadmissível", protestou.

Reação - A Secretaria Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores produziu e distribuiu, na quarta-feira (27/6), um vídeo contabilizando as 62 interrupções ao longo da entrevista.  O material foi uma das inúmeras manifestações de apoio de internautas, figuras públicas, jornalistas, e políticos, entre eles Ciro Gomes e Guilherme Boulos, além de Dilma Rousseff, que manifestou sua opinião em seu perfil no Facebook, declarando sua "integral solidariedade à deputada Manuela D’Ávila, alvo de ataques machistas e misóginos no Roda Viva, quando era uma convidada para falar sobre sua candidatura."

Na quinta-feira (29/06), quando anunciou a sua pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma reiterou a solidariedade à Manuela e disse à imprensa que não vai tolerar receber o mesmo tratamento. "Não pensem vocês que aceito as condições que impuseram à Manuela. Não aceito e não admito que, em um país decente como o nosso, aquilo seja chamado de imprensa livre", protestou.

Requerimento - Foi aprovado um pedido da presidente da comissão para realização de audiência com convidados onde será debatida a questão do gênero na linguagem e na literatura, como forma de "combater as prioridades masculinas no tratamento social".


Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes