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Saída de Pedro Parente é comemorada por deputados durante audiência na Regap


Núcleo de Comunicação - Bloco Minas Melhor
Foto: Assessoria de Imprensa / Dep. Dr. Jean Freire

A saída do ex-presidente da Petrobras Pedro Parente, ocorrida na sexta-feira (01/06), foi bastante comemorada pelos deputados do Partido dos Trabalhadores - e também por funcionários da empresa - presentes à audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa, realizada naquele mesmo dia em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para discutir e avaliar a greve dos petroleiros encerrada na ocasião. Enquanto os parlamentares e representantes da classe discursavam de um carro de som para os trabalhadores que compareceram ao encontro, Parente, que comandava a estatal desde maio de 2016, pediu demissão do cargo.

Bastante festejada pelos trabalhadores presentes à Regap, a saída de Parente foi classificada pelo 1° Secretário do Parlamento Mineiro, deputado Rogério Correia como uma “vitória do povo brasileiro e da greve dos petroleiros”. A queda do ex-presidente foi anunciada aos presentes durante ato público que sucedeu a audiência.

"Parente foi colocado na Petrobras para fazer com que os interesses das grande empresas norte-americanas prevaleçam no Brasil. A política de Temer e do PSDB levou à greve dos petroleiros e dos caminhoneiros”, salientou o parlamentar, ressaltando a histórica ligação do executivo com a legenda tucana. Rogério Correia lembrou que a lógica alinhada ao mercado internacional estabelecida pela empresa após o golpe parlamentar de 2016 foi fundamental para 

O deputado Dr Jean Freire também comemorou a saída do ex-presidente da Petrobras. “Essa foi, sem dúvidas, uma grande conquista. Mas, além de um novo presidente, a Petrobras precisa ser repensada de forma que atenda aos interesses dos povo brasileiro e não de investidores internacionais. Defender a Petrobras é defender o Brasil. E nós continuamos firmes nessa luta e pela diminuição do preço de todos os combustíveis”, frisou.

A deputada Marília Campos, por sua vez, fez menção aos retrocessos proporcionados pelas diretrizes neoliberais adotadas pela estatal após o golpe que destituiu Dilma Rousseff. “A luta das trabalhadoras e trabalhadores da Petrobras é pelos direitos e pela qualidade de vida de toda a população: a política de preços imposta aos brasileiros pela gestão desastrosa de Pedro Parente com aval de Temer fez com que cozinhar com lenha ou álcool se torne a realidade de muitos lares, com famílias que não conseguem pagar pelo gás para cozinhar”.

“Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras. Agora queremos que os outros itens da pauta sejam atendidos”, declarou o deputado Cristiano Silveira (PT). Apesar de comemorar a queda de Parente, o parlamentar destacou a importância de outros dos principais pontos da mobilização, como a luta contra a privatização da estatal, e o fim de sua atual política de preços e a redução dos valores dos combustíveis e do gás de cozinha. 

Marília Campos exaltou a coragem da classe dos petroleiros, que mesmo tendo a sua greve declarada ilegal pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu continuidade ao movimento. O TST chegou a estipular uma multa de R$ 500 mil ao dia, reajustada depois para R$ 2 milhões. “Manter a greve foi uma atitude coerente e que demonstra a força da categoria, que não aceitou se vergar diante da intimidação do judiciário”, opinou.

Dr Jean Freire enalteceu também a mobilização dos petroleiros e saldou os trabalhadores pelo impacto proporcionado pelo movimento. “A luta dos petroleiros é um exemplo. Parabéns a todos e todas que não se acovardaram e se mantiveram firmes na luta em defesa da Petrobras”, afirmou.

Requerimentos - A Comissão do Trabalho aprovou, no mesmo dia, requerimentos que pedem, entre outras reivindicações, a modificação da política de preços da Petrobras e a redução do preço dos derivados do petróleo, incluindo além do diesel a gasolina e o gás de cozinha; eliminação dos subsídios concedidos às multinacionais do petróleo; a retomada da capacidade total das operações de refino da Petrobras; extinção da multa imposta pelo TST; e a manutenção dos postos de trabalho de seus empregados.

A audiência contou com a presença de inúmeros movimentos sociais e sindicais, como o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), o Levante Popular da Juventude e a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG).


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