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Opinião

 
 

Um país em combustão

Por detrás das chamas da crise política gerada pelo movimento paredista de caminhoneiros, sejam eles autônomos ou empresários, ocorre uma luta nem tão surda entre dois projetos de nação, de país e de economia.

O projeto de País liderado pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e pelo presidente da Petrobras, o tucano Pedro Parente, se mostra por completo na política de preços de combustíveis praticadas pelo governo federal. A cada alteração de custos internacionais e do câmbio, automaticamente, se alteram os preços do combustível aqui.

Além de seguir a cartilha imposta pelas grandes petrolíferas, que inclui o desmonte de nossa estrutura de explotação de óleo, de refino e de infraestrutura de distribuição (com o sucateamento da indústria naval, principalmente), o Governo Federal usa uma técnica de manipulação nessa política: a adoção de centenas de avisos de reajustes, pulverizando seu impacto no bolso do povo. Só em 2017, foram 116 aumentos de preços dos combustíveis.

Desde que Temer assumiu a Presidência da República, os valores do diesel já sofreu 229 reajustes. E isso é agravado na ponta: os postos antecipam tais aumentos já que o produto que compram é sempre adquirido com preços contratados com duas semanas de antecedência.

Constitui-se, assim, um Brasil que assume sua condição de nação subordinada à economia cujo comando é dado pelos grandes grupos financeiros, as grandes petrolíferas e os demais players da economia mundial.

Na posição contrária a isso, temos a memória recente do governo anterior ao impeachment de 2016. A política tarifária da estatal brasileira era orientada para incentivar o mercado interno, o fortalecimento da indústria naval, o pleno controle das reservas de óleo e gás, em terra ou no mar (pré e pós-sal), mesmo que em parceria com empresas e atores globais.

A combustão que emerge da atual crise da falta de gasolina, álcool e diesel em que nos consumimos agora tem essa marca: a da contraposição de dois projetos.

Num, temos alguma previsibilidade para vida. No outro, a única coisa previsível é a incerteza, a insegurança e angústia com o amanhã!





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