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Privatização da Eletrobras pode trazer prejuízos para municípios mineiros

Décio Junior - Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Guilherme Peixoto

O estado de Minas Gerais pode sofrer grandes impactos nos setores do turismo, da agropecuária e social caso a privatização da Eletrobras seja consolidada. Isso porque o pacote do governo Temer inclui a venda da usina de Furnas, localizada na região sudoeste do estado.

De acordo com o levantamento feito pelo Sindicato dos Eletricitários de Furnas (Sindefurnas), pelo menos 45 municípios que hoje dependem dos royalties de Furnas, por terem parte de suas áreas geográficas inundadas com a construção da barragem, podem perder seus recursos. “Além de aumentar a energia [elétrica] a área social vai acabar por que quem comprar, principalmente os chineses que já estão de olho nas águas e têm feito visitas ao lago de Furnas, não vão querer passar os recursos aos municípios, porque estão visando o lucro”, disse o presidente do Sindicato, Miguel Ângelo de Melo.

Durante o seminário que discutiu o impacto da Privatização do Setor Elétrico, realizado na segunda-feira (07/05) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, pela Comissão Especial Mista que discute o assunto no Congresso, o líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT), mostrou preocupação com o prejuízo aos municípios mineiros que estão no entorno do lago e lembrou que Minas Gerais já sofre com os impactos da venda das usinas de São Simão, Miranda, Jaguara e Volta Grande.

O deputado reforçou o alerta contra a perda da soberania nacional e disse que a privatização não pode ser feita por um governo que chegou ao poder com um golpe parlamentar. “Determinados serviços públicos não podem atender ao lucro do mercado, que por sua vez vai levar o seu produto a quem paga mais e melhor. Quem vai sofrer com isso são as comunidades rurais, os indígenas, os quilombolas e os bolsões de pobreza onde esse serviço custa mais caro e tem que ser de responsabilidade do Estado”, defendeu.

O 1º Secretário da ALMG, deputado Rogério Correia (PT), lembrou que a perda da soberania nacional começou com a entrega do petróleo e com a isenção de quase R$ 1 trilhão de impostos para as empresas que irão explorar o pré-sal. Para ele, o enfraquecimento da América Latica que interessa ao poderio capitalista mundial passa pela quebra do Brasil. “A Eletrobras e a água estão neste cálculo. O senador Tasso Jereissati tem um projeto de Lei em que ele cria o mercado em que as águas serão mercadorias que poderão ser vendidas e exploradas pelas grandes empresas”, alertou.

A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) endossou a fala de Rogério Correia ao relatar o comentário de um colega parlamentar. “Ao responder um ribeirinho sobre o pagamento pelo uso das águas do São Francisco, esse parlamentar disse ‘sim, pois o projeto de revitalização do rio necessita de investimentos’”, relatou.

Jô Moraes demostrou ainda sua preocupação com a falta de um projeto energético para o país. “Nós precisamos de um projeto que envolva todas as fontes inclusive as renováveis e fortalecer a soberania do país”, defendeu.

Seminário - O desmonte das políticas e do patrimônio público brasileiro feito pelo governo Temer foi duramente criticado por especialistas do setor elétrico, representantes sindicais.

O vice-presidente da Comissão, deputado federal Patrus Ananias (PT), disse que a resistência no Congresso tem ganhado força com o posicionamento de especialistas que se colocam contra a medida do governo. “Essas pessoas apresentam sólidos argumentos contra a privatização da Eletrobras e por isso estamos ampliando esse debate para os estados, pois queremos mobilizar a sociedade, as universidades, as igrejas, os movimentos sociais, entidades representativas de empresários e trabalhadores e as pessoas comprometidas com o Brasil, que sabem que um país não pode abrir mão de sua soberania energética e hídrica”, alertou.

O ex-diretor Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e integrante do Conselho de Administração da Cemig, Nelson Hubner, apresentou dados com os quais defendeu a manutenção do setor elétrico sob o poder do Estado e disse que a medida do governo federal em privatizar o setor, além de um retrocesso para a nação, pode impactar no bolso do consumidor.

“Todo o país do mundo que tem sua matriz energética baseada nos recursos hídricos colocam as suas usinas nas mãos de empresas estatais, e privatizar é criar um modelo em que o mercado dita o valor de energia elétrica e impõe o preço para a sociedade”, explicou.



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