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Opinião

 
 

Para todos ou para tolos? Parte 2

A folclórica imagem do mentiroso que aumenta a história e o tamanho do peixe em sua pescaria ganha, agora, num novo personagem: a do pescador de piabas que pensa, sinceramente, estar capturando tubarões.

A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ao confirmar, por maioria de votos, a condenação do ex-governador tucano Eduardo Azeredo, o mentor do esquema conhecido como “pai de todos os mensalões”, poderia até ser festejada como sinal dos tempos em que o combate à corrupção seria cabal.

Mas não é. Depois de 19 anos, Azeredo com mais de 70, ganha tempo para recursos, em face do “placar” de sua condenação: 3X2. Ele ganha, legitimamente, mais tempo para interpor recursos e protelar algo que está assentado em muito mais que delações premiadas arrancadas com negociações nada republicanas, envolvendo o Ministério Público Federal (MPF) e empresários presos em cautelares longuíssimas.

Azeredo é a piaba do pescador que sonha, sinceramente, ter fisgado um tubarão. O ingênuo que nem mentiroso é. É apenas um iludido.

Investigar oficialmente o ex-governador tucano Aécio Neves, prender o operador de outro ex-governador tucano José Serra (Paulo Preto) ou confirmar a condenação de Azeredo é apenas um lenitivo. Os verdadeiros corruptores, pessoas jurídicas, são as corporações transnacionais que olham avidamente para as riquezas do País. Empresas petrolíferas, bancos, grandes empreiteiras, as indústrias química, farmacêutica e alimentícia podem até perder alguns executivos (pessoas físicas), mas continuam nos batidores fomentando a corrupção. A disputa por mercados não abre mão do suborno, da propina, da espionagem e do lobby criminoso para garantir seus objetivos. Enquanto isso, a atenção do povo é atraída para um aspecto desse ciclo corruptor: o envolvimento ou provável envolvimento de políticos.

A maioria do povo brasileiro, em pesquisas de diversos institutos, feitas após a prisão de Lula, concorda que o líder petista tem tido um tratamento “especial” pela justiça brasileira. A maioria acha que não está, cabalmente, provada a propriedade a ele atribuída do tal triplex do Guarujá. Enfim, a maioria acha que ele tem que ser, ou não ser, condenado pelas urnas. No voto direto. E não por juízes ideologicamente posicionados.

O tratamento formalmente correto dado a suspeitos e acusados tucanos contrasta com o que é dado a Lula. E o povo sabe disso!



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