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Cabo Júlio quer esclarecimentos sobre linha de transmissão de energia no Sul de Minas

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Reprodução

Preocupado com os impactos sociais e ambientais que a instalação de equipamentos de transmissão de energia elétrica podem causar em cidades do Sul de Minas, o deputado Cabo Júlio (PMDB) reuniu autoridades de cidades da região, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do consórcio responsável pela implantação das linhas de transmissão em audiência pública realizada na terça-feira (17/04), pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia.

A preocupação levantada pelo parlamentar vai além do respeito à legislação ambiental, que segundo ele deve ser rigorosa em todo o processo, e pediu que fosse feito esclarecimentos às pessoas sobre o que representa a implantação das linhas de transmissão. “Precisamos saber qual é o impacto de uma linha de transmissão na vida daquelas pessoas, nos recursos hídricos, na fauna, flora, no solo. Todas essas questões precisam ser debatidas e levada a conhecimento dos moradores da região”, defendeu.

Cabo Júlio ressaltou que outra preocupação da população, principalmente das cidades de São Vicente e Minduri, é com relação aos eletrodos (conjunto de cabos) que serão enterrados no solo, assim como as torres de sustentação das linhas. “São 5 mil torres. Para o turismo isso é um desastre. Por onde vão passar? Atingirão benfeitorias? Tudo isso precisa ser esclarecido”, cobrou.

O sistema de transmissão de energia tem origem na hidroelétrica de Belo Monte, no Pará, e vai percorrer os estados de Tocantins, Goiás e Minas Gerais até chegar ao Rio de Janeiro. Segundo o consórcio Xingu-Rio a linha terá mais de 2.500 quilômetros de extensão.

Ministério Público - No debate requerido pelo deputado Cabo Júlio, o MPMG apontou que os moradores das duas cidades e de outras da região, não foram informadas sobre o impacto. “É preciso reunir toda a população nas audiências que estão sendo realizadas. Na segunda audiência sobre a obra em Andrelândia, por exemplo, houve uma mudança de local para São Vicente, sem que os moradores daquela cidade soubessem e estivessem lá”, exemplificou.

Ainda de acordo com o promotor, o estudo de impacto ambiental está incompleto e não diz se haverá o aproveitamento de linhas de transmissão já existentes.

A procuradora da República, Ludmila Duarte, acrescentou que o formato do eletrodo também mudou, de horizontal para vertical, sem o esclarecimento de possíveis implicações dessa mudança.

“O Ministério Público já recomendou ao Ibama a realização de nova audiência em Minduri”, afirmou a procuradora, referindo-se ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

O posicionamento da procuradora fez com que o deputado Cabo Júlio apresentasse um requerimento pedindo explicação sobre a mudança dos modelos dos eletrodos e seus impactos.



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