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Autoridades denunciam derrubada do Estado brasileiro e a quebra da soberania nacional

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Reprodução

Em debate realizado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na segunda-feira (16/04), parlamentares e lideranças sindicais e de movimentos sociais foram unânimes ao colocar a prisão sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um desfecho para o golpe que, segundo eles, serve para acabar com o Estado e com a soberania do País sobre suas próprias riquezas.

O deputado Rogério Correia (PT), 1º Secretário da ALMG, pontuou os motivos políticos, sociais e econômicos e lembrou que a privatização da Vale do Rio Doce, consolidada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a venda do pré-sal para empresas estrangeiras e a proposta de privatização da Eletrobras feitas pelo governo Temer fazem parte da quebra da soberania. “E para concluir a entrega dos setores estratégicos do País já existe um Projeto de Lei, do senador Tasso Jereissati (PSDB), que trata do mercado das águas. Com esse projeto, as empresas internacionais poderão fazer a exploração das águas brasileiras”, completou.

O desmanche do Estado, segundo o próprio deputado, começou com uma agenda política imposta pelo “governo golpista” que congelou os investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, que reduziu os investimentos em programas sociais nas áreas de capacitação profissional, distribuição de renda, moradia e agricultura e com a retirada dos direitos dos trabalhadores, com a aprovação da reforma trabalhista.

Diante desse cenário a presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira, disse que o envolvimento político dos trabalhadores é fundamental na atual conjuntura. “Muitos não compreendem a gravidade do que estamos enfrentando, mas quando um golpe é dado, quem paga a conta é a classe trabalhadora. Se somarmos quem está voltando para o mercado de trabalho de maneira informal, sem garantias e sem seguro, mais os trabalhadores desempregados, teremos um universo de 33 milhões de pessoas”, alertou.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Cristiano Silveira (PT), disse que o “desmantelamento do Estado brasileiro” colocou em risco também a democracia no País, que começou com a retirada da presidente Dilma Rousseff, sem que houvesse cometido qualquer crime político.

“De nada adiantaria todo o esforço da compra de parlamentares para garantir o afastamento da presidente Dilma. Não adiantaria este grande acordo nacional ‘com Supremo com tudo’, como disse Romero Jucá, e a cooptação dos grandes meios de comunicação, se permitissem a volta de Lula ao poder. Por isso permitiram a prisão sem que houvesse o trâmite julgado do processo.

Interesses Internacionais – O dirigente do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Joceli Andrioli, foi além da estratégia de golpe armado por parte do judiciário, pelas grandes empresas de comunicação e pelo Congresso Nacional e alertou para os interesses internacionais que estão por trás da retirada dos direitos dos trabalhadores, do impedimento da candidatura de Lula e do enfraquecimento do Estado brasileiro.

“A prisão do Lula, neste momento, é a prisão do destino do povo brasileiro inclusive para a classe rica, porque o que está acontecendo é que o Brasil hoje é visto como uma potência de minério, petróleo e água para o mundo. Mais de 100 bilhões de barris de petróleo é que o pré-sal pode fornecer e o Brasil, ainda tem a tecnologia para pesquisar riquezas em águas profundas. É o destino da nação brasileira que está em jogo neste momento, não a prisão do Lula”, alertou.

Ele lembrou que diante do enfraquecimento do capitalismo mundial o Brasil vinha liderando o BRICS, grupo formado em conjunto com a Rússia, Índia, China e África do Sul que previa a criação de um banco e de uma moeda própria, que faria frente ao dólar no mercado internacional. No entanto, com a derruba da presidenta Dilma Rousseff o Brasil deixou de avançar na proposta.

Para ele, os interesses internacionais já estão se consolidando e citou a privatização de quatro usinas da Cemig e a venda de outras empresas estratégicas para a nação. “Um exemplo é a Embraer que é fundamental para o povo brasileiro com alto índice tecnológico. Estamos falando de mais uma empresa criada pela força do trabalhador e pelos pesquisadores brasileiros, que foi entregue aos grupos privados internacionais”.


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