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Cristiano Silveira alerta para o estado de exceção no País e critica parcialidade dos poderes

Décio Junior - Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Guilherme Bergamini

Ao fazer uma análise da atual conjuntura política nacional, o presidente da Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa, deputado Cristiano Silveira (PT), disse que o brasileiro ainda não tem a dimensão dos fatos e voltou a afirmar que o País vive um Estado de Exceção, e criticou a parcialidade de instituições como o Judiciário, o Congresso nacional e até mesmo o Ministério Público. “Estão cumprindo papéis contra a democracia”, disse.

O deputado afirmou que desde o início do golpe parlamentar, o Ministério Publico Federal e o Poder Judiciário não têm tomado a mesma postura no momento de denúncia e de julgamento dos casos. “A postura que se adota para determinado integrante de um partido, no caso o ex-presidente Lula, do PT, não tem sido adotado para denunciados políticos de outros partidos. Aí prescrevem processos, mudam os fóruns de competência de julgamento, e o comportamento de um ministro é diferente nos julgamentos”, disse.

O parlamentar alertou para o risco de uma intervenção militar, lembrando que o dramaturgo Bertold Brecht que dizia que ‘a cadela do fascismo vive no cio’. “Não duvidem que alguns generais não flertam com o poder. O que eles buscam é uma justificativa. Vão dizer que as instituições não têm credibilidade, que o Supremo [Tribunal Federal] não deu conta de resolver, que a polícia não deu conta de resolver, que os partidos não se entenderam e que o Congresso está ilegitimado. E por tudo isso, vão querer justificar uma intervenção”, apontou.

Cristiano comentou a entrevista do General da reserva Luiz Gonzaga Lessa para uma emissora de rádio de Porto Alegre (RS), em que este afirma a possibilidade de uma intervenção militar como saída para o País. “Ele [o general] chega a citar bala, tiro, morte. São ameaças explícitas. E para quem defende intervenção e posta nas redes sociais discurso de ódio precisa saber que, numa eventual intervenção militar, não terão espaço para isso. E aqueles que tentarem, ousar vão pagar com a vida, tortura, exílio, ou seja, tem um cardápio completo para quem acha divertido a intervenção e o regime militar no Brasil”, avisou.

Enfraquecimento da Democracia - O parlamentar mostrou preocupação com a democracia brasileira que, segundo ele, desde a década de 1980 vinha num processo de amadurecimento gradativo. “A partir do golpe que a presidente Dilma [Rousseff] sofreu, com apoio da mídia e de parte do Judiciário, a nossa democracia só vem definhando”, lamentou.

Ele chamou atenção dos que defendem a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) ou de qualquer candidato de outros partidos para o risco da suspensão do processo eleitoral, caso a democracia se enfraqueça ainda mais. “O cidadão tem que entender que, se permanecer o que está acontecendo no Brasil, sequer teremos eleições. Aí sim não teremos democracia”, enfatizou.



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