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Opinião

 
 

O Estado de exceção tornado regra

A democracia brasileira, que “respirava por aparelhos” desde o golpe que subtraiu o mandato de Dilma Rousseff, ontem assistiu à falência de um de seus órgãos vitais: o STF como cuidador da Constituição Federal. Negar o Habeas Corpus de Lula é algo bem revelador.

O próprio voto de Rosa Weber, paradoxal e contraditório com suas convicções doutrinárias, apenas selou um destino traçado previamente, pelas chantagens de parte da imprensa, de organismos empresariais, twits de generais e, até mesmo, de instâncias internacionais interessadas em abalar nossa soberania e sequestrar nossas riquezas.

Revela-se, assim, o fim de um dos ciclos do golpe. É e era preciso barrar a candidatura de Lula. Afinal, os direitos trabalhistas e sociais surrupiados do povo e as ameaças aos direitos previdenciários em curso no governo Temer teriam, com Lula candidato, um obstáculo considerável.

Portanto, a narrativa do combate à corrupção sucumbe à realidade: se não conseguiriam pelo voto, pelos partidos, programas e debates eleitorais, que fosse feito pela toga. Sob o olhar atento da farda verde-oliva. A corrupção como pretexto não resiste à “prova dos nove”. Nem mesmo a abertura de inquéritos contra a elite tucana, ou a prisão de membros de seus escalões inferiores, enganará a maioria do povo. Afinal, tudo isso agora ganhará o rítmo normal da Justiça.

“Com o Supremo, com tudo”. Punibilidades prescritas, prazos superados, recursos e recursos protelatórios nas primeira e segunda instâncias, sempre sob a supervisão atenta do Ministério Público Federal (MPF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para que tudo ocorra como um script bem redigido e orientado para iludir o povo.

Só não contavam com a resistência da esquerda e dos setores democráticos da sociedade brasileira. Nem com o agravamento da crise econômica e o despertar de milhões de pessoas do “sono” imposto pela máquina de propaganda do golpe.

A decisão do STF, longe de “pacificar”, joga combustível na fogueira. E não seremos nós os bombeiros desse incêndio.


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