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Assembleia e Ministério Público do Trabalho atuam em conjunto para barrar demissões no setor minerário

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Reprodução

A mineradorasul-africana AngloGold Ashanti, com atuação na cidade de Nova Lima (Região Metropolitana de Belo Horizonte), demitiu 181 trabalhadores entre janeiro e março deste ano. Para entender os motivos das demissões em massa, que tanto preocupa os trabalhadores, a Comissão do Trabalho, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa promoveu, na quarta-feira (04/04), audiência pública para discutir o tema.

O encontro foi sugerido pelo 1° Secretário da Casa, deputado Rogério Correia (PT), em conjunto com o deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB), que preside a comissão. A AngloGold atribui as demissões ao alto custo do processo minerário. Para Celinho do Sinttrocel, no entanto, tais gastos não justificam os cortes. “Estamos em um momento de muito desemprego no País. Há a necessidade de segurar postos de trabalho. O entendimento tem que ser buscado”, comentou.

O deputado alertou para o risco de as demissões ocorridas na área de abrangência da AngloGold podem incentivar outras companhias a usarem do mesmo expediente. “Quando uma empresa diz para o sindicato que há um alto custo [na produção] e que a solução passa pelas demissões, isso vai desencadear o uso deste artifício por parte de outras empresas, aumentando a perda de postos de trabalho no setor da mineração”, argumentou.

Celinho do Sinttrocel propôs que os trabalhadores, os prefeitos dos municípios que dependem das atividades minerárias e as companhias dialoguem sob intermédio do Ministério Público do Trabalho (MPT-MG), para que os trabalhadores consigam um termo de ajuste de conduta (TAC) para cessar as demissões. Os relatos feitos pelos sindicalistas serão enviados às mineradoras por meio de requerimento a ser protocolado na próxima reunião da Comissão do Trabalho.

A solução por meio do diálogo também foi defendida por Marcelino Edwirges, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ouro e Metais Preciosos de Nova Lima e Região. Na visão do dirigente, enquanto não houver um amplo debate sobre a situação, com a participação dos gestores municipais e do MPT-MG, o imbróglio dificilmente terá fim. “A assombração é permanente. Muito provavelmente vão haver mais demissões na AngloGold. Quando não há mais alternativas, cortam-se cabeças”, salientou ele.

Números - Segundo Edwirges, as demissões não são exclusividade da AngloGold. Outras companhias, como a Jaguar e a Msol, também têm feito cortes em seus quadros funcionais. Dados apresentados pelo sindicato apontam que, ao todo, já foram demitidos 360 profissionais relacionados à mineração dentro da área de cobertura da associação, que abrange, além de Nova Lima, municípios como Raposos, Sabará, Caeté e Rio Acima.

Estiveram presentes ao encontro o presidente da Federação dos Trabalhadores da Indústria Extrativa do Estado de Minas Gerais, José Maria Soares, e o vereador da cidade de Caeté, Nilo Teixeira (REDE). Ambos defenderam o diálogo como forma de resolver o impasse.

Ausências - Celinho do Sinttrocel e os demais participantes da audiência lamentaram a ausência de representantes das empresas e das cidades impactadas pelas demissões, que confirmaram presença no encontro e não justificaram suas faltas.


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