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Opinião

 
 

MDB mineiro quer mudar os rumos nacionais do partido

Nas festividades dos 52 anos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), esteio da luta pela redemocratização do País, o tom dos pronunciamentos foi muito claro: o partido de Ulysses Guimarães nada ou pouco tem a ver com a cinzenta imagem nacional da agremiação atualmente.

O senador Roberto Requião (PR) foi enfático ao afirmar que o ato mineiro sinalizava para as origens nacionalistas e democráticas do velho MDB. Josué Alencar fixou posicionamentos que não deixam dúvidas: se o desenvolvimento econômico de um país não for melhorar a vida das pessoas, não há sentido algum em praticar políticas que só beneficiam o rentismo e a riqueza de poucos. O filho do ex-vice-presidente José Alencar estabeleceu uma fronteira clara entre o atual quadro de sucateamento da economia nacional e a necessidade de se retomar uma orientação desenvolvimentista para o País. O ex-governador Newton Cardoso não economizou palavras: para ele o partido, nacionalmente, está “podre”. E descartou qualquer entendimento com o PSDB, atacando frontamente a dinastia Neves.

A presença de vários outros partidos no evento também distingue a força gravitacional do MDB de Requião, Josué Alencar e do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, em contraposição ao de Temer, Padilha, Geddel, Jucá e outros. No caso do PT, o representante de Lula no evento, Luiz Dulci, ex-ministro de Estado, fez um tributo ao partido homenageado, situando-o como eixo vertebrado de boa parte da luta pela redemocratização do País e superação do Regime Militar.

O ponto alto do evento foi o pronunciamento do presidente da ALMG, Adalclever Lopes. As referências elogiosas a Lula, prestando-lhe solidariedade em face das perseguições que vem sofrendo, a defesa de que o líder petista tenha um tratamento correto pela Justiça, o elogio de seus governos e a crítica aos descaminhos do Brasil, imposto pelo atual mandatário em Brasília, definiu o tom do discurso dele.

Adalclever manifestou convicção de que PT e MDB devem seguir unidos em Minas Gerais. E que isso sinalizaria para uma nova repactuação do País, a partir de valores republicanos e do compromisso com os mais pobres. A desautorização das contrarreformas liberais conduzidas por Michel Temer e Henrique Meirelles também foi uma marca da fala dele. O presidente da ALMG confirmou, na homenagem, uma trajetória diametralmente oposta aos rumos que o Brasil segue na atualidade. Desde 2016, ele tem sido um crítico ferrenho da quebra da normalidade democrática ocorrida com impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Há dois MDB's no Brasil. Um, liderado por Roberto Requião, Adalclever Lopes, Sávio Souza Souza Cruz, dentre outras lideranças, e o outro: aquele que foi capturado pelo golpe.


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