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MAB denuncia contaminação de moradores em Barra Longa após rompimento de barragem

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Sarah Torres/ALMG

Uma denúncia feita pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) na terça-feira (27/03) deixou em alerta os moradores de Barra Longa e de outros municípios da Bacia do Rio Doce: a contaminação de pelo menos 11 pessoas por metal pesado, identificada a partir de exames de sangue. O município é um dos 42 atingidos pelos rejeitos de mineração que escorreram da barragem do Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, que pertence à mineradora Samarco e se rompeu em dezembro de 2015.

Segundo Letícia Oliveira, da coordenação do MAB, os exames foram realizados a partir de um projeto desenvolvido pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, ligado ao campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto. Segundo ela, após uma pesquisa com mais de 500 pessoas, 15 foram selecionadas para participar dos estudos, mas apenas 11 concordaram em ceder amostras de sangue.

Letícia disse ainda que o relatório apresentado pelo Instituto apontou a presença de níquel em 100% das pessoas examinadas. Das onze, 10 apresentaram baixo teor de zinco, três estão com um alto índice de arsênio e cinco apresentam limite considerado aceitável. “O Instituto recomenda acompanhamento médico e novos exames. Duas meninas vão fazer acompanhamento no Hospital das Clínicas da UFMG, pois algumas alterações foram maiores. Além disso, há orientação para que as crianças saiam de Barra Longa”, contou.

Simone Maria da Silva, que tem uma filha de 3 anos de idade, afirmou que os sintomas começaram na criança no mesmo dia em que os rejeitos chegaram à Barra Longa. “Ela teve diarreia e agora sente dores nas pernas, têm manchas pelo corpo e o cabelo dela está caindo. Há dois anos e quatro meses, estou pedindo socorro”, lamentou.

O secretário da ALMG, deputado Rogério Correia (PT), que foi relator da Comissão Extraordinária de Barragens, esteve várias vezes em Barra Longa e chegou a denunciar, junto ao Ministério Público, a baixa qualidade da água coletada ao longo dos rios. “Ainda é preciso limpar as margens dos rios Gualaxo e do Carmo que levam rejeitos para o Rio Doce. E essa é uma tarefa que a Samarco e a Vale têm que fazer”, alertou o deputado.

Rogério defende que a denúncia do MAB seja investigada pela Casa. “Trata-se de uma denúncia gravíssima. Já solicitamos uma audiência pública para debater os dados apresentados, pois o assunto exige esse cuidado”, ponderou.

O MAB ressaltou que os resultados dos exames serão entregues ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).


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