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Diagnóstico dos moradores em situação de rua em Minas começa por Betim

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Décio Junior

A realidade dos moradores em situação de rua de Minas Gerais começou a ser mapeada na segunda-feira e terça-feira (26/03 e 27/03) a partir de relatos deles em Betim, cidade que recebeu a primeira etapa do Fórum Técnico Plano Estadual da Política para a População em Situação de Rua. O evento, que está sendo coordenado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e pelo governo Fernando Pimentel, por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, vai percorrer ainda as cidades de Uberlândia (Triângulo Mineiro), Montes Claros (Norte de Minas), Ipatinga (Vale do Aço), Juiz de Fora (Zona da Mata) e Belo Horizonte.

Para o deputado André Quintão (PT), líder do Bloco Minas Melhor, a interiorização é importante já que muitas cidades fora da região metropolitana não conhecem a realidade dos seus moradores em situação de rua e enfrentam dificuldades em unificar as políticas públicas. “Quem são essas pessoas? Quantas são? Como elas estão vivendo? Quais suas necessidades básicas e mais, qual o papel de cada ente no enfrentamento dessa realidade? As respostas a essas perguntas é que vão nos ajudar a implementar uma política pública efetiva de acolhimento e atendimento da população de rua de Minas Gerais”, disse.

Dentre as pautas apresentadas, a burocracia e a falta de acesso às políticas públicas já existentes foram as mais pontuadas. Gustavo Monteiro, egresso do sistema prisional, vive na rua há cinco meses e disse que não consegue cadastro no Minha Casa, Minha Vida por viver sozinho. “Procurei a Secretaria de Habitação e fui informado que a fila de espera é grande e que as pessoas casadas e que têm filhos tem prioridade”, disse.

Monteiro reclamou da falta de oportunidade de emprego e apontou o preconceito como outro desafio a ser enfrentado. “Acho que o poder público deve ouvir melhor a história de cada um e priorizar aquele que realmente quer sair desta situação. Esse é um primeiro passo”, ponderou.

O morador em situação de rua Helbert Barbosa ressaltou que o Fórum é uma oportunidade de diálogo, mas que é preciso fazer com que a legislação em vigor seja colocada em prática. “Quero o melhor para os meus amigos de rua. Temos leis, mas nunca vemos resultados de nada. Existe recurso, mas não são aplicados corretamente e isso precisa mudar”, defendeu.

Demandas - Depois de algumas horas de conversa, mais de 100 demandas foram apresentadas pelos morados em situação de rua. Segundo o coordenador do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Estadual para População em Situação de Rua (Comitê PopRua-MG), Tomáz Moreira, o próximo passo será agrupar as sugestões por temas e priorizar o que for de maior necessidades para os moradores.

Tomáz lembrou que o estado possui uma legislação que aponta diretrizes e objetivos, mas que ainda precisa ser regulamentada. “A lei não fala quais são as ações efetivas e a nossa proposta é detalhar as necessidades para que exista um plano de implementação desta lei”, disse.



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