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Manuela D´Ávila defende Lula e diz que quer debater com ele nas urnas

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Sarah Torres/ALMG

Em visita à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, a deputada federal Manuela D'Ávila (RS), defendeu a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que estaria com ele na sexta-feira (23/04) em uma atividade em defesa da democracia e do voto popular. “O PCdoB defendeu o voto das mulheres, dos analfabetos e, em pleno 2018, temos que voltar à luta e defender eleições livres. É o que nos cabe neste momento e o que deveria caber a todos que defendem eleições livres e saídas democráticas”, disse.

Acompanhada do deputado estadual de seu partido, Ricardo Faria, Manuela disse que se sente pronta a ocupar o cargo máximo no País e que quer enfrentar Lula nas urnas. “Quero debater com ele as nossas diferenças e creio que todos os seus adversários deveriam querer o mesmo. O problema é que as elites brasileiras querem a todo custo impedi-lo de concorrer”, ressaltou a deputada, lembrando de um debate do qual participou com o jurista Ives Gandra. “Ele dizia exatamente isso: ‘nós queremos resolver logo [a prisão de Lula] porque se ele concorrer ele ganha’”.

Na opinião da pré-candidata, parte do judiciário brasileiro está se colocando acima das leis. “Isso não é sério. Quando se julga sem provas, nos prova que no Brasil existe os que estão acima e os que estão abaixo da lei, que são os brasileiros julgados sem provas”.

Questionada sobre a razão de defender Lula e não outros condenados pela Operação Lava Jato, Manuela foi categórica: “Dos que estão sendo processados e investigados, o único candidato é o Aécio e o único que não tem nenhuma prova é o Lula”.

Para Manuela, o momento exige um questionamento jurídico. “Se fazem isso com o primeiro lugar nas pesquisas eleitorais o que fazem com as ‘marielles’ na favela da Maré e nas periferias brasileiras? Se o judiciário escolhe as sentenças de acordo com o réu tratando-se de alguém com quase 30% de intenção de votos, talvez seja um reflexo do porquê quase a metade dos presos brasileiros não foram julgados”, comparou.

Encontro com parlamentares

A passagem da deputada federal Manuela D’Ávilla por Belo Horizonte foi marcada também pelo encontro com o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB), em uma visita de cordialidade. O 1º Secretário da Casa, Rogério Correia (PT), participou da recepção. Em seguida, ela seguiu para o Palácio da Liberdade para um encontro com Governador Fernando Pimentel.

O deputado Ricardo Faria, que acompanhou a comitiva do PCdoB, disse que os encontros políticos são importantes, principalmente às vésperas do início de uma campanha eleitoral. “Manuela D’Ávila é uma grande liderança do partido, encabeça e nos lidera neste projeto eleitoral de 2018. Ela reúne todas as condições para representar o PCdoB”, afirmou.

Já o deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB) considerou a visita de Manuela emblemática. “O carinho e a receptividade que ela encontrou aqui mostram o potencial de crescimento do nosso campo e a importância da nossa unidade em Minas e no Brasil. Tenho certeza que esta visita foi a primeira de muitas”, ressaltou o parlamentar.

Programa de governo

Propor saídas para a crise, retomar o crescimento e valorizar a indústria nacional. Esse é um resumo do Plano de Governo apresentado pela pré-candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila, em sua visita à Assembleia.

Ela defendeu um projeto de Estado que valorize o desenvolvimento da nação em detrimento a um projeto de redução do poder ao Estado mínimo. “Esse projeto passa por algumas bases e a principal delas é que a retomada do crescimento da economia se dará à medida que o Estado recompor a sua capacidade de investimento. Portanto, esse discurso dos ultraliberais de que o Estado tem que ter o seu papel diminuído para desenvolver a nação é falacioso. Não existe nenhuma nação no mundo que tenha conseguido se desenvolver sem a condução firme do Estado”, disse.

Para essa retomada da economia, Manuela defende a tributação progressiva cobrando menos imposto dos pobres e mais dos multimilionários. “O Brasil é um país que tributa pouquíssimo a renda dos multimilionários. O lado de lá diz que isso [taxação progressiva] é coisa de esquerda, mas as direitas inglesa e norte-americana fizeram isso há décadas, ou seja, isso não é coisa de esquerda. Isso é coisa de democracia e de estados razoavelmente desenvolvidos”.

Ela defendeu ainda a valorização e o fomento da indústria nacional e disse que os juros do câmbio brasileiro precisam estar a serviço do povo e do País. “O nosso projeto de desenvolvimento nacional é para o povo brasileiro e serve à 99% da população”, disse.

A pré-candidata falou ainda de questões sociais, discriminação e racismo e defendeu a construção de um projeto de desenvolvimento para a nação a partir do combate às desigualdades. “Só seremos uma nação desenvolvida – ou só valerá à pena ser uma nação desenvolvida – se esse desenvolvimento servir para acabar com a diferença entre homens e mulheres. Esse projeto de desenvolvimento tem que servir para estruturar respostas condizentes contra o racismo, o machismo e a homofobia, que são estruturantes na desigualdade social brasileira”.



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