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Mulheres do MAB ocupam a Assembleia e pleiteam aprovação de uma nova política de barragens

Assessoria Rogério Correia e Assessoria ALMG
Edição: Núcleo  de Comunicação - Bloco Minas Melhor
Foto: Clarissa Barçante

Durante a semana que marca as comemorações do 8 de março, centenas de mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) estiveram acampados na Assembleia Legislativa. Iniciada na terça-feira (06), a ocupação terminou na manhã de quinta (08), quando as mulheres do MAB partiram, em caminhada, rumo à Praça Sete. Lá elas se juntaram à mobilização Mulheres na Luta por Direitos: Resistência, Poder e Democracia, organizada pela Comissão Extraordinária das Mulheres, presidida pela deputada Marília Campos (PT).

Cerca de 350 mulheres de várias regiões estiveram presentes na abertura do evento, na terça. Destaque para as regiões de Mariana, Alto Rio Pardo, Zona da Mata, Comunidades Gerazeiras, Grão Mogol, Padre Carvalho e Josenópolis, Jequitinhonha, Vale do Aço e Rio Doce. A expectativa delas é que as famílias atingidas pela tragédia ambiental causada pela mineradora Samarco possam ser assistidas com dignidade e, acima de tudo, com Justiça.

Para aproveitar o Dia Internacional da Mulher, as mulheres do MAB reivindicaram também acesso às moradias atingidas e que não foram reconhecidas, saneamento básico, revitalização do meio ambiente nas áreas degradadas, energia elétrica, água tratada e cestas básicas, principalmente, na região do Vale do Jequitinhonha, onde ainda existem famílias não assistidas.

Grupo marca presença e se encontra com Adalclever Lopes e Rogério Correia - Integrantes do MAB foram recebidos pelo presidente da Assembleia, deputado Adalclever Lopes (PMDB) e pelo 1° Secretário do Parlamento Mineiro, deputado Rogério Correia (PT), para pedir celeridade na tramitação do Projeto de Lei (PL) 3.312/2016, que institui a Política Estadual dos Atingidos por Barragens (PEABE). Adalclever Lopes explicou que, para agilizar o processo, é preciso buscar entendimento com as demais lideranças da Casa.

A PEABE garante que a construção de uma barragem esteja diretamente ligada à manutenção de direitos fundamentais dos atingidos, como moradia, trabalho e escola. “Só vai haver barragem se os atingidos forem considerados e tenham os seus direitos garantidos”, ressaltou Rogério Correia. “Se você tem a licença ambiental para proteger o meio ambiente, é necessário ter a licença social para defender as pessoas”, completou ele.

“Peço ao conjunto de deputados e deputadas que considerem mais as atingidas por barragens que as mineradoras. As mineradoras já têm muito e não precisam de representação na Assembleia”, frisou o parlamentar.

Baldes e latas
 - As mulheres do MAB trouxeram seus baldes e latas, usados para carregar água, a fim de expô-los no ato da Praça Sete. Neles foram estampadas frases como “Água e energia não são mercadorias”, segundo destacou uma das coordenadoras, Aline Ruas “A ideia é a gente passar essa simbologia de água enquanto soberania”, destacou ela, que esteve à frente da oficina de confecção desses materiais nos dias em que o acampamento esteve na Praça da Assembleia.

Quem participou dessa oficina foi a moradora do acampamento Amaralina, em Almenara (Vale do Mucuri), Maria do Carmo Fonseca. O balde que ela trouxe para expor foi o mesmo que utiliza diariamente para pegar água do rio próximo de sua casa. A produtora de hortaliças lamenta que o local onde mora não possui água encanada, o que dificulta o acesso a esse recurso, indispensável a sua sobrevivência.

“O trabalho lá é muito sofrido. Veja a minha mão, é uma mão de uma mulher que trabalha na luta para produzir algumas coisas e vender em Almenara. Eu peço para que os deputados olhem para o nosso lado porque também somos seres humanos”, afirmou. 



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