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Números do IBGE comprovam disparidade entre gêneros

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Foto: Reprodução

A presidente da Comissão Extraordinária das Mulheres na Assembleia Legislativa, deputada Marília Campos (PT), analisou pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pela Fundação João Pinheiro, que comprovam a disparidade entre homens e mulheres nos mais variados segmentos sociais. “Existe ainda uma grande desigualdade”, alertou a parlamentar.

Marília chamou atenção para a necessidade de reduzir a disparidade entre escolaridade e rendimentos. “As mulheres são mais escolarizadas que os homens, mas o rendimento médio delas equivale a cerca de três quartos do que eles recebem”. Ela lembrou que, só no ano passado, no Brasil, “62,2% dos cargos gerenciais (públicos ou privados) foram ocupados por homens, enquanto apenas 37,8% pelas mulheres”.

Contudo, a deputada acredita ser preciso promover e ampliar o debate sobre a desigualdade existente entre as próprias mulheres, uma vez que a pesquisa mostra que, 23,5% das brancas têm ensino superior completo, mais que o dobro das mulheres pretas ou pardas (10,4%) que concluíram esse nível de ensino.

“Essas questões devem ser amplamente discutidas. O avanço das mulheres em termos de participação social e a garantia de direitos precisam acontecer de modo mais acelerado, e as mulheres estão se empenhando para isso”, afirmou.

Direitos Trabalhistas

Em tempos de reformas e perdas de direitos trabalhistas, as mulheres têm sido cada vez mais vitimizadas. Os números do IBGE mostram que a proporção de trabalhadores em ocupações por tempo parcial (até 30 horas semanais) é maior entre as mulheres (28,2%), do que entre os homens (14,1%). Isso ocorre devido à predominância feminina nos cuidados de pessoas e afazeres domésticos, aos quais as mulheres trabalhadoras dedicam 73% mais horas do que os homens.

Para a deputada, só a mobilização pode mudar esse cenário. “Tivemos uma vitória importante contra a Reforma da Previdência que só não foi votada por que fizemos, em abril do ano passado, a maior greve geral do País, como mais de 150 mil pessoas em Brasília, e trabalhadoras e trabalhadores nas ruas e nas praças em cidades de norte a sul do Brasil. Atualmente temos assumido o protagonismo na luta por igualdade e na resistência ao conservadorismo e a retrocessos. Essa coragem merece ser destacada e saudada”, disse.

Disparidade na política

A diferença do número de mulheres que participam ativamente da política em todas as esferas também é um desafio para as mulheres. A pesquisa do IBGE mostra que apesar da existência de cota mínima (30%) estabelecida pela Lei 12.034/2017, as mulheres são apenas 10,5% dos deputados federais em exercício. Na assembleia Legislativa, de 77 parlamentares apenas 6 são mulheres.

Segundo a deputada Rosângela Reis (Pros), que presidiu a Comissão Extraordinária de Mulheres no primeiro biênio da atual legislatura, um trabalho de capacitação e empoderamento político das mulheres foi realizado em várias cidades do interior do estado, no intuito de provocar as lideranças femininas a serem candidatas de fato e não apenas cotistas.

“As mulheres são usadas como laranjas para cumprir a legislação. Vão para contribuir com o partido mas a nossa orientação, enquanto parlamentar, é que elas não aceitem isso, mas negociem recursos para que tenham estrutura de serem candidatas de fato e buscarem concorrer em condições de igualdade”, disse.

Rosângela ressaltou que mesmo depois de eleitas, o desafio das mulheres continua no parlamento e destacou a dificuldade em se aprovar, por exemplo, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 16, que propõe a permanência obrigatória de uma mulher na Mesa Diretora. “Há dois anos essa PEC tramita na Casa. Já foi amplamente discutida mas ainda não foi votada”, lamentou.


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