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Opinião

 
 

Mulheres contra os golpes de ontem e de hoje

Qualquer que seja a controvérsia sobre a origem da data (o 8 de março) há um notável consenso: ela reflete muitas lutas de mulheres nas fábricas. Lutas que resultaram em mortes, agressões diversas, demissões, mas também a conquista e a institucionalização de direitos.

A particularidade contemporânea do 8 de março no mundo é que a retirada de boa parte desses direitos conquistados com muita luta e sangue derramado adquire contornos dramáticos.

A saída para a crise econômica mundial recai, mais uma vez, sobre as costas do mundo do trabalho. E em particular, sobre as mulheres trabalhadoras. Essas, herdeiras de históricas condições laborais e salariais já defasadas, em relação aos homens, ainda têm que bancar os custos mais onerosos da crise atual.

O chamado trabalho intermitente, a redução salarial, a diminuição das restrições ao trabalho em ambientes insalubres, a extensão de jornadas, a redução de descansos, de férias, tudo isso atinge em cheio a vida das mulheres.

No Brasil, tal quadro vem agravado pelo golpe de 2016. Afinal, desde 2003, muitas conquistas haviam sido consolidadas, constitucionalizadas e institucionalizadas. Nos poderes Legislativo, Executivo e no Judiciário, isso se refletiu diretamente com leis e normas que ajudaram a criar uma cultura de maior respeito. O impacto disso nas esferas privadas (no emprego ou em casa) foi imediato.

Com Lula e Dilma na Presidência da República, as mulheres ganharam visibilidade inédita. Ainda aquém do necessário, mas – de fato – com avanços bem concretos.

A titularidade da posse da residência advinda do programa Minha Casa, Minha Vida, do benefício do Bolsa Família, a Lei Maria da Penha, na saúde, na educação, segurança, direitos humanos, enfim, em todas as áreas: as mulheres entraram, pela porta da frente, no Orçamento da União, e por consequência no dos estados e dos municípios.

Destaque deve ser dado à regulamentação do trabalho doméstico, majoritariamente feito por mulheres no Brasil, que beneficiou um contingente de sete milhões de “empregadas”.

Infelizmente, a partir de 2016, tudo isso começou a ser ameaçado no Brasil. Direitos trabalhistas e previdenciários de décadas são alvo também de contrarreformas propostas ou já efetivadas.

Eis porque o 8 de Março tem uma dimensão dramática. A persistência na precarização da vida, para debelar a crise econômica, tem as mulheres como alvo imediato. Assim, sua resistência deve ser a de todas e todos, que querem – de fato – construir um mundo socialmente justo.


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