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Mulheres que mais sofrem abusos e explorações são o foco das comemorações do 8 de março

Assessoria ALMG e Assessoria Deputada Marília Campos 
Foto: Flávia Bernardo/ALMG

A programação especial Mulheres na Luta por Direitos: Resistência, Poder e Democracia, organizada pela Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa em parceria com diversas entidades para comemorar o Dia Internacional da Mulher, vai priorizar aquelas que mais sofrem abusos e explorações. Totalmente gratuita, a agenda de eventos culturais e de mobilização se inicia na segunda-feira (5/03) e prossegue até quinta (8/03), com um grande ato na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte, que inclui uma audiência pública da comissão parlamentar, às 10h15.


“O dia 8 de março será importante para levar a Assembleia para as ruas, organizar as mineiras e defender a democracia, que só será plena com a garantia de direitos para as mulheres, sobretudo das mulheres negras”, afirma a presidente da Comissão, deputada Marília Campos (PT).
Na internet, a programação é acompanhada por um convite da Assembleia para que mulheres de todas as faces contem sua história, por meio das hashtags #MulheresNaLuta e #EuLutoPor.
 

Marília Campos afirma que essa será uma experiência muito construtiva, já que está sendo possível criar esse espaço que abrigará tantas mulheres e que contará com uma enorme diversidade. “Acredito que é importante sair do institucional e do espaço da Assembleia Legislativa para levarmos as nossas pautas para as ruas. Acredito nas lideranças que estão junto com o povo e, foi nesse sentido, que pensamos em construir uma mobilização no centro da cidade", conta.

  
Programação - Os eventos se iniciam segunda-feira (5/03), com a aula inaugural do curso “A participação política das mulheres no Brasil: Histórias, lutas, conquistas e perspectivas”. Oferecido pela Escola do Legislativo, o curso já está com vagas esgotadas.

No dia 6, a partir de 9 horas, mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acampam na Praça da Assembleia, em campanha pela aprovação da Política Estadual de Tratamento dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos.

No dia 7, há atividades programadas na Praça da Assembleia entre 8 e 18 horas, incluindo debates sobre direitos das mulheres, oficina de bordados e apresentações culturais, tais como capoeira infantil, samba de roda e hip hop.

No dia 8, parte do grupo acampado marchará rumo à mobilização na Praça 7, unindo-se a outros movimentos e coletivos de mulheres. Ao longo do dia, as lideranças se revezarão em uma programação de debates, enquetes, oficinas e apresentações culturais. Entre as atrações estão o Quarteto Musical da Polícia Militar, aulão aberto de funk e o grupo teatral da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de Belo Horizonte.

Mobilização começou na internet -  Na internet, a mobilização começou em fevereiro, por meio da campanha #MulheresNaLuta. A palavra-chave serve para unificar discurso e iniciativas nas redes sociais, e foi criada coletivamente nas reuniões preparatórias dos eventos deste ano. A principal intenção é incentivar cada uma a contar sua batalha diária, algo muito familiar para a geração mais jovem.

Em organizações estudantis, como a Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte (Ames-BH), que tem uma diretoria feminista, a internet é uma ferramenta comum para conscientizar as meninas e incentivá-las a se engajarem na luta.

A estudante Laura Moreira, de 18 anos, que é integrante da Ames, explica que o uso das redes sociais também é fundamental para se contrapor ao discurso violento e machista que existe nesses espaços. “A internet também é muito usada para agredir as mulheres. Por isso, é muito importante a gente cair pra disputa nesses meios”, afirma ela.

Desafio ainda maior é levar proteção e conscientização às mulheres que permanecem isoladas e invisíveis, conforme relata a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais, Alaíde Bagetto, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg).

“Não há estatísticas sobre as mulheres do campo, mesmo elas sendo capazes de fazer algo como a Marcha das Margaridas, que reuniu quase cem mil mulheres do Brasil inteiro”, lamenta Alaíde. “Essas campanhas chegam no meio rural, mas a passos lentos, porque a tecnologia ainda não chegou até lá. Há lugares que nem energia elétrica têm”, alerta a dirigente sindical.


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