Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Opinião

 
 

Política com P maiúsculo

Vamos questionar de outra maneira: a Assembleia Legislativa de Minas Gerais se colocará à altura das expectativas do povo, em termos das prioridades que podem melhorar as condições de vida no estado ou se renderá aos aspectos mais rebaixados das disputas miúdas proporcionadas por um ano eleitoral?

Essa é a pergunta que surge na retomada dos trabalhos legislativos e que foi suscitada em pronunciamento do líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT).

Longe de defender o arrefecimento do legítimo debate de diferenças partidárias, algo indispensável à democracia, André Quintão propõe que isso seja feito em alto nível, com o máximo respeito aos anseios da população. As pautas divergentes devem, sim, aparecer. De forma esclarecedora e qualificada.

Como exemplo ele cita a significativa diferença entre duas abordagens da crise atual no País e no estado. Uma, a do governo Temer, que optou pelo receituário liberal retirando direitos trabalhistas e sociais como forma de equilibrar as contas públicas. Outra, a de Fernando Pimentel, cujo governo faz notável esforço na manutenção de políticas públicas protetivas às populações mais vulneráveis, que adota a linha da efetivação de concursados da educação (um verdadeiro abismo herdado dos governos anteriores) e que age para sanear as contas públicas sem o viés monetarista e liberal que preside a política do Ministério da Fazenda comandado pelo banqueiro Meirelles.

O pano de fundo da crise política nacional é este: os interesses econômicos dos oligopólios financeiros e industriais versus demandas populares por mais emprego, saúde, educação e segurança, sem ilusões de que basta o livre mercado para serem alcançadas. E o Judiciário entra nisso como mero acessório desse pano de fundo.

A cada dia fica mais evidente para a maioria do povo, portanto, que o chamado combate à corrupção foi apenas uma cortina de fumaça para interromper um ciclo de governos progressistas, reformistas e de esquerda. Eis porque a perseguição ao ex-presidente Lula, com a confirmação de sua condenação no TRF4 e a ameaça de sua prisão, se revela mais como uma arma eleitoral do que uma ação moralizante da vida do País. Barrar Lula pelo voto é uma coisa. Barrá-lo no tapetão judiciário é outra e acirrará os conflitos no País. Sem Lula na disputa de 2018, ninguém que seja eleito gozará de legitimidade e respeito político.

É esse o debate que deve aparecer em sua plenitude, com a presença de Lula: os que prometem que o livre mercado é suficiente para atender as demandas da nação, em confronto com os defensores de um papel mais expressivo e protetivo do Estado, seja para a economia, seja para a distribuição da riqueza nacional.

Nesse diapasão, na conclusão do líder do Bloco Minas Melhor na ALMG, as pautas e projetos específicos dos deputados e deputadas consigam ter um fluxo mais dinâmico no Parlamento mineiro. Que o debate de suas proposições representem mais um gesto de respeito e equilíbrio frente às expectativas da população.

É isso que fortalece a democracia.


Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes