Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Opinião

 
 

Golpes de ontem e de hoje

Semana intensa na ALMG, com a votação de importantíssimos projetos dos próprios parlamentares e outros oriundos do Executivo. Contudo, o destaque ficou por conta de duas iniciativas amplamente apoiadas e patrocinadas por membros do Bloco Minas Melhor, de sustentação do governo Fernando Pimentel: as audiências da Comissão Extraordinária de Mulheres (11/12), convocada para discutir ações de incentivo à maior participação de mulheres na política e a da Comissão de Direitos Humanos (13/12), realizada para receber relatório final da Comissão da Verdade (Covemg), instituída para apurar a herança da Ditadura Militar em território mineiro. De triste memória, ressaltamos aqui que 13 de dezembro foi o 49º aniversário do famigerado AI-5.

A primeira, a da Comissão Extraordinária das Mulheres, contou com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff, de duas de suas ex-ministras (Eleonora Menicucci e Nilma Lino), além de outras convidadas e convidados. Inevitáveis foram as referências ao passado da militância de resistência ao golpe de 1964 que caracterizaram as vidas de Dilma Rousseff e Eleonora Menicucci, ambas presas e torturadas pelos golpistas de então. Inevitáveis foram as comparações com os tempos atuais, marcados por um impeachment e suas evidentes semelhanças com 1964.

Já a Covemg trouxe um extenso e minucioso relatório, com informações detalhadas sobre os crimes da Ditadura em Minas Gerais, que não se resumiram às prisões, condenações, torturas e mortes, mas que alcançaram perseguições de todas as ordens: nas escolas, nos locais de trabalho, no acesso a direitos trabalhistas e sociais.

Os dois eventos ocorreram, como foi salientado, na semana do fatídico 13 de dezembro. Data que, infelizmente, tem que ser lembrada até para que nunca mais aconteça algo parecido.

É aí que entram as semelhanças entre 1964 e 2016. De fato, a interdição da normalidade democrática que vivemos hoje dispensou – por enquanto - tanques, metralhadoras e mortes. Tentando dissimular a quebra do “contrato institucional e social” ocorrido com o impedimento de Dilma, o golpe de 2016 constituiu uma narrativa de suposta legalidade e constitucionalidade. Narrativa, no entanto, que não se sustenta. Assim como em 1964, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deixam de ser o tripé da normalidade institucional. A diferença específica é que as chamadas forças do mercado assumem explicitamente seu protagonismo, conduzindo a retirada de direitos da maioria do povo e submetendo os poderes da República ao papel de meros homologadores de seus interesses mesquinhos.

Só mesmo eleições livres, com limitação da influência do poder econômico e dos meios de comunicação de massas, poderão resgatar um mínimo de sustentabilidade para o que chamamos de democracia. Do contrário, esta será apenas uma palavra vazia, desprovida de conteúdo histórico e político.

orando porque ele é jovem, só tem 75 anos.


Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes