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Dilma defende candidatura de Lula e ironiza golpistas por não terem previsto a destruição do PSDB

Décio Junior - Núcelo de Comunicação Bloco Minas Melhor

 Foto: Sarah Torres/ALMG

Mesmo alertando sobre o risco de que uma manobra política e judiciária possa levar à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segunda instância, o que o deixaria fora da campanha eleitoral de 2018, a ex-presidenta Dilma Rousseff foi categórica ao afirmar que quem pensa em “Plano B” é quem não tem candidato e não o PT. “Julgam e condenam (sem provas) porque depois de novembro de 2018, se ele [Lula] for absolvido, tudo bem. Mas o que eles estão querendo é impedir que ele seja candidato. Aí, passa metade do mundo midiático perguntando sobre um Plano B. Ora, quem quer um Plano B são aqueles que não têm candidato e que não têm coragem de concorrer com ele”, afirmou Dilma, durante reunião da Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada segunda-feira (11/12). Na chegada, ela foi recebida pelo presidente da ALMG, Adalclever Lopes (PMDB), e por outros deputados do Bloco Minas Melhor.

Ao discorrer sobre os efeitos do golpe parlamentar que a retirou do poder, Dilma destacou ainda que o impeachment foi apenas o primeiro passo e que as reformas trabalhista e da Previdência são continuidade do plano dos opositores. No entanto, ela frisou que "nem tudo estava no cardápio” e ironizou os tucanos que acabaram sendo atingidos também. “Subestimaram a crise política que eles mesmo geraram e tiveram surpresas, como a destruição do PSDB e o crescimento da extrema direita”, pontuou.
 

Num cenário de disputa política e retomada do poder por meio do voto, a ex-presidente defendeu a participação consciente do povo nas urnas. “É preciso promover esse reencontro com a democracia. A eleição não pode ser vencida no tapetão, tem que haver condições de disputa para todos, um amplo debate e que na próxima eleição saibamos eleger quem oferece condição de governabilidade, pois só o presidente não segura tudo”, disse.

Chamada a falar da participação feminina na política, Dilma frisou que não defende o voto por gêneros, mas ressaltou a importância da mulher na luta contra as desigualdades sociais e lembrou: “Não haverá democracia verdadeira no Brasil se não tratarmos das desigualdades no País". Ela destacou a importância das mulheres nas políticas de distribuição de renda do seu governo e a linguagem machista utilizada por seus adversários no processo de impeachment.

Dilma lembrou que, nos governos do PT (2003/2016, 94% dos contratos do Bolsa Família eram distribuídos às mulheres, assim como centenas de milhares foram responsáveis pelos contratos do programa Minha Casa, Minha Vida. Acrescentou que, das mais de 36 milhões de pessoas que saíram da pobreza extrema no País durante esse período, 54% eram mulheres e 78% eram negros. Assim, Dilma reforçou a ideia de que as desigualdades sociais e econômicas são mais sentidas por alguns grupos, e são esses grupos que precisam se unir para superar tais diferenças. Ela disse que as questões de gênero e raça não podem ser separadas das questões sociais e econômicas. Dilma ressaltou ainda o protagonismo da mulher no campo onde mais de 550 mil assinaram contrato com o Plano Safra da Agricultura Familiar.

Misoginia - Na política, Dilma disse que a mulher tem que estar preparada para os efeitos da abertura do que ela chamou de “caixa preta” da política. “A caixa preta são os monstros da intolerância, da escola sem partido, da invasão da UFMG”, disse ela lembrando que o golpe parlamentar, midiático e jurídico de 2016, que resultou no impedimento de seu mandato, teve um perfil misógino.

“Eu não fui deposta por ser mulher, mas por ser uma mulher com um projeto político de redução da desigualdade”, defendeu ela lembrando do comportamento machista que fora adotado na época por políticos e pela imprensa. “Diziam que eu era obsessiva e compulsiva com o trabalho, mas se eu fosse homem, seria trabalhador. Diziam que eu era dura, mas se fosse homem, seria firme. Isso fora os componentes sexuais nos cartazes e adesivos”, lembrou. Para a ex-presidenta, a misoginia foi utilizada para criar um ambiente propício ao golpe.


Mulheres à frente - A presidenta de Comissão Extraordinária das Mulheres, deputada Marília Campos (PT), responsável pelo convite à Dilma para participar da audiência, lembrou que as mulheres foram pioneiras na organização dos movimentos contra o impeachment e que também se destacaram no front nas lutas contra as reformas trabalhista e previdenciária.

Marília voltou a cobrar maior participação das mulheres na política e defendeu a presença obrigatória de uma mulher na Mesa Diretora da Casa, que pode acontecer caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional 16/15, que aguarda apreciação em 1º turno no Plenário.

A deputada Geisa Teixeira (PT), vice-presidente da comissão, mostrou números que comprovam a mulher ainda é minoria no cenário político. “Em Minas Gerais temos 63 prefeitas ante a 790 prefeitos. Somos 6 deputadas estaduais contra 71 deputados. No cenário federal são 51 deputadas diante de 462 homens e apenas 13 mulheres no senado. Por isso temos que fazer uma reflexão aprofundada sobre a democracia e aumentar participação das mulheres na política”, defendeu.

No encontro com a ex-presidenta Dilma Roussef também estiveram presentes os deputados André Quintão (PT), líder do bloco Minas Melhor, Gustavo Santana (PR), vice-líder do governo, Celise Laviola (PMDB), Tony Carlos (PMDB) e os petistas Dr. Jean Freire, Rogério Correia e Ulysses Gomes.


Políticas Públicas

A ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, que compôs a mesa, afirmou que desde o “golpe” a violência contra a mulher tem aumentado. Para ela, o atual governo vem promovendo um desmonte nas políticas públicas para o enfrentamento desse problema.

“O trabalho feito na gestão da presidenta Dilma Rousseff foi o maior e mais ousado na promoção do combate aos crimes de gênero. Implantamos as leis Maria da Penha e do Feminicídio, com recursos que saíram do bolso do povo brasileiro, com o intuito de se transformar em benefício para o povo brasileiro”, salientou.

Já a ex-ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, disse que o “golpe” teria promovido um agravamento da pouca representatividade das mulheres na política institucional. “Essa ausência se dá principalmente de mulheres negras, indígenas e quilombolas, que precisam superar o racismo e o patriarcado existentes no País”, lamentou.



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