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Opinião

 
 

Nova demonstração de força do estado policialesco atinge UFMG


Na terça-feira (06/12), o Brasil assistiu, estarrecido, o festival de truculência promovido pela Polícia Federal (PF) na UFMG e nas residências de dirigentes e ex-dirigentes daquela instituição de ensino. E tudo isso lastreado por decisão judicial, respaldada em parecer do Ministério Público Federal.

Aqui não se trata de colocar em dúvida a imperiosa necessidade de se investigar denúncias, suspeitas ou indícios de crimes de corrupção. Ou de qualquer outro crime.

Porém, usar o instituto da “condução coercitiva” como forma e tentativa de obtenção de provas, pela exposição vexatória dos conduzidos é a coisa mais abjeta que se pode imaginar. A trágica memória recente, do suicídio de Luiz Carlos Canceller Olivo (UFSC), recomderia mais cuidado.

O uso na tal “Operação Esperança Equilibrista” do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da PF, treinado para combate corpo a corpo, resgate de sequestrados, recuperação de edificações, com suas “toucas ninjas”, fardas camufladas e armamento pesado é o único desfecho que se poderia esperar para um espetáculo típico do Estado de Exceção que pretende se instalar no País. Foi com esse aparato que eles “enfrentaram” professores, pesquisadores e outros servidores pacíficos, de meia-idade, que nunca se recusariam a depor caso fossem intimados legalmente.

O pretexto, ridículo, de que o elemento surpresa impediria a destruição de provas é a própria prova de que a polícia judiciária (a PF) não conseguiu demonstrar o crime. Aliás, é o próprio delegado federal Leopoldo Lacerda que admite isso Não sabemos ainda qual o destino dos desvios. Estamos apurando porque a investigação é incipiente ainda. Mas, nos autos do processo existem provas de que documentos foram falsificados e de que os acusados tinham ciência (dos desvios)”, disse Lacerda, conforme registrado na correta cobertura do jornal O Beltrano.

A existência de documentos falsificados e da suposta ciência dos acusados acerca de tais desvios nem sequer foi demonstrada na confusa coletiva à imprensa. Só resta uma certeza: relatórios não conclusivos, do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU), que provocaram o início das investigações é o que se tem. Esperava-se da PF que o destino dos supostos desvios já fosse identificado. Afinal, quebras de sigilo bancário e fiscal, além da investigação patrimonial dos acusados seriam suficientes para rastrear o destino perseguido. Porém, ao que parece, ou isso foi feito e nada foi encontrado, ou não foi feito e a presunção de culpa se instalou sem qualquer cerimônia.

Ao que tudo indica, essa operação atabalhoada é também uma arma da campanha pela autonomia operacional (funcional), administrativa e financeira pretendida pelos delegados da instituição.

Inaceitável.

Polícia sem controle é uma ameaça à sociedade!




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