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Opinião

 
 

O Brasil real é melhor que o Brasil virtual das redes de internet


O Instituto Ideia Big Data realizou pesquisa recentemente para medir a adesão da população brasileira à teses consideradas reacionárias, ou mesmo fascistas, genericamente denominadas conservadoras. Tais como a rejeição ao direito ao aborto, às cotas raciais, aos direitos LGBT, sobre o papel do Estado em várias esferas e assim por diante.

O resultado da consulta mostrou a maioria da população no lado contrário às tendências retrógradas que, muitas vezes, aparecem como hegemônicas no debate público, principalmente aquele realizado pelas redes sociais e que reverberam nos veículos de imprensa tradicionais (radiodifusão e impressos).

Para a ampla maioria dos entrevistados, o governo (entendendo-se aí genericamente o Estado) deve garantir proteção às populações vulneráveis, previdência social ampla, descriminalização do aborto, cotas raciais nas universidades públicas, o direito à união civil entre pessoas do mesmo sexo, entre outros. Os direitos humanos devem ser garantidos a todos (inclusive bandidos), deve haver adoção de crianças por casais LGBT, e a maioria entende a importância dos partidos políticos. Todas essas teses atingiram, como já dito, expressiva maioria na pesquisa. A polêmica pena de morte registra um empate matemático aparentemente paradoxal (47% para o “sim” e “não”). De acordo com os resultados, o Estado deve intervir na economia para garantir crescimento, os pobres pagarem mais impostos que os ricos, fazer com que as penas alternativas a condenados prevaleçam sobre a prisão e assim por diante.

Para os guerrilheiros virtuais, que disputam as vírgulas no facebook, no twitter, no instagram ou em outras ferramentas na internet, o resultado da citada enquete pode ter surpreendido e muito. Afinal, o discurso do combate à pedofilia em manifestações artísticas, o do ódio racial, o de gênero, o da xenofobia, enfim, o discurso fascista ganhou um ativismo inédito no País aparecendo ilusoriamente como hegemônico.

Tal ativismo se amplia na tensão pré-eleitoral, com candidatos oportunistas tentando fazer palanque com a farsa chamada ideologia de gênero e coisas afins.

Foi o que aconteceu recentemente com o discurso do deputado estadual João Leite (PSDB), que tem explorado, de forma leviana, essa abordagem fascista. Na semana do ato contrário à censura, realizado no Palácio das Artes, em BH (21/10/17), o parlamentar aecista acusou os participantes do eventos de serem pedófilos! Ora, estavam lá sindicalistas, lideranças religiosas, representantes de movimentos sociais, parlamentares, inclusive da bancada de deputados estaduais mineira, base do governo Pimentel. Tal irresponsabilidade mostra a falta de limites da agenda fascista.

Duas advertências ficam: nada de tratar essas coisas exóticas e anti-humanistas como fatos hegemônicos; e nada de subestimá-las como coisa que pode vir a ter mais audiência. Afinal, foi em cima de uma farsa (pedaladas fiscais) que foi construído o impeachment de Dilma Rousseff. Outras farsas podem “pegar”.

Porém, se no plano político e partidário foi impossível impedir o golpe, também não subestimemos este País: centenas de milhares de cisternas, luz elétrica para 11 milhões de brasileiros, mais de 50 milhões de consultas no Mais Médicos, centenas de milhares do Minha Casa Minha vida e daí por diante produziram algum nível de consciência social progressista. Independentemente dos teclados de computadores.


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