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Frente Nacional contra a Censura coloca Minas mais uma vez na vanguarda de um movimento por liberdade

Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Reprodução

Deputados do Bloco Minas Melhor participaram do lançamento da Frente Nacional Contra a Censura (FNCC), na noite de terça-feira (21/11), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, que colocou Minas Gerais mais uma vez na liderança de um movimento pela liberdade e democracia. O evento demonstrou a união de cidadãos, políticos, artistas e produtores culturais que estão nas ruas para protestar contra a interferência de grupos religiosos e de políticos de direita que estão se opondo à exposições e espetáculos que, segundo eles, estão afrontando a moral e a família.

Presente ao lançamento que reuniu mais de mil pessoas, o líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT), ressaltou que as manifestações artísticas contribuem para o exercício democrático e precisam ser garantidas. “Foi um ato suprapartidário, belíssimo. Depois de retirar direitos dos trabalhadores e conquistas cidadãs adquiridas nos governos do PT, vemos essa campanha nefasta que quer desviar a atenção das perdas de direitos que os brasileiros estão tendo desde o golpe contra a presidente Dilma. É um movimento muito importante, que apoiamos e divulgamos. Censura, nunca mais”, lembrou André Quintão.

O 1º secretário da Assembleia, deputado Rogério Correia (PT), que também esteve no Palácio das Artes, declarou seu apoio incondicional ao ato. “Passados mais de 30 anos, estamos de volta às ruas para exigir nossos direitos de expressão. Setores da extrema direita brasileira querem impor, na marra, a intransigência na educação, na cultura, nas artes, em toda a vida nacional. Não vamos permitir esse retrocesso”, declarou.

A deputada Marília Campos (PT), que propôs uma audiência pública na Assembleia, para apoiar a liberdade artística, defendeu a união popular em torno do tema. “A arte sempre esteve no foco do conservadorismo e dos regimes totalitários. É esse o momento que estamos vivendo. Um momento de golpe político e de retirada de direitos sociais de maneira intolerante”, frisou.

Polêmica - A data do lançamento foi escolhida por ser o encerramento da exposição “Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina”, de Pedro Moraleida, na Grande Galeria do Palácio das Artes, dentro do prazo normal. A mostra foi alvo de protestos de políticos e religiosos conservadores que queriam o seu fechamento antes da hora. O Secretário de Estado de Cultura, Ângelo Oswaldo, defendeu a exposição e lamentou que a mostra “Queermuseu” em Porto Alegre, tenha sido encerrada antes do prazo pelos mesmos motivos, com apoio do governo local. “Em nosso estado, não aceitamos censura e nem a pressão de grupos extremistas”, avisou.

Ângelo Oswaldo relembrou que, em 2002 foi feita a primeira exposição das obras de Moraleida, com grande repercussão internacional, viabilizando mostras do artista por outros países. “Cada um tem o direito de ver o que quiser, mas não pode restringir o direito do que o outro pode ver. Há um jogo de interesses e desvirtuamentos de visões por trás disso tudo”, avaliou.

Resistência - O presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes Filho, foi aclamado pela força e resistência que manteve contra as pressões para cancelar a exposição de Moraleida. Ele agradeceu o apoio e a vigília dos grupos e artistas que se revesaram no local, contra a invasão dos contrários à mostra. “Nesse ato da Frente Nacional Contra a Censura, a gente agradece e parabeniza o apoio sistemático de muitos de vocês, dessa resistência”, disse.

Vitòria - Luiz Bernardes, pai do artista Pedro Moraleida, lembrou que a exposição de seu filho foi vitoriosa graças ao empenho de tantas pessoas favoráveis à liberdade de expressão. Mas disse que iria recorrer à Justiça, caso fosse necessário, para mantê-la em cartaz. "Foi uma vitória, mas nós não vencemos a guerra contra o obscurantismo. E a força do trabalho do Pedro é a demonstração de que é possível vencer essas forças. Vivemos um período de muitos conflitos de opinião, mas não podemos ceder aos falsos moralistas e oportunistas, que estão usando a política para disseminar ideias de grupos religiosos. Essa vitória abre novas perspectivas para todos nós”, discursou Bernardes.

Bernardes também criticou diretamente o deputado João Leite (PSDB), que esteve a frente das tentativas intolerantes de fechar a exposição. “Ele (João Leite) tentou fazer uma palhaçada com essa história. Lamentável”, completou.

Visibilidade - Um dos organizadores da Frente, o produtor Pedro Martins, citou a interferência política de João Leite e do vereador de Belo Horizonte Jair Di Gregório (PP), ambos evangélicos, que recorreu a Justiça para tentaram proibir a exposição, estimulando a discórdia até entre grupos religiosos. “Tomamos a decisão de criar essa frente nacional para que a gente não fique em um ato isolado. A expectativa é que a população entenda o que nós estamos fazendo. Entenda que a arte não é pedofilia. A pedofilia, infelizmente, está nas igrejas, nas casas e não nas galerias de artes e museus”, explicou o produtor.

Ex-ministro da Cultura no governo Lula, o atual Secretário Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, falou sobre a importância dos pequenos atos contra a censura e também do poder da união da classe artística e de quem gosta e consome arte. “A criação dessa frente possibilita o encadeamento não só dos artistas, pois não estamos tratando aqui de uma questão corporativa, não é a defesa da liberdade de expressão dos artistas apenas, é a defesa de um direito conquistado por toda a sociedade brasileira de se manifestar, de crer no que quiser crer. Minas Gerais se coloca à frente dessa resistência em todo o Brasil”, destacou.

Repercussão - Diversos artistas de renome e personalidades apoiaram o movimento por meio das redes sociais, como os músicos Chico Buarque, Caetano Veloso e Criolo e os atores Benvindo Siqueira e Débora Falabella.

A Frente Nacional Contra a Censura (FNCC) já recebeu convites para organizar novos atos para as principais cidades do País, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador. Em dezembro deve acontecer o primeiro ato fora de Minas.


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