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Opinião

 
 

República?


Se existe uma data cívica que, ao longo de décadas, não é objeto de comemorações populares (como o 21 de abril ou o 7 de setembro) é a da Proclamação da República (15 de novembro). Tal dia está, na memória nacional, apenas como mais um feriado.

Talvez por que haja um consenso entre historiadores e outros estudiosos da formação social brasileira: o fim oficial do Império e o advento da República, em 1889, foi um evento “por cima”, sem apelo popular. Um golpe, por assim dizer.

Em 15 de novembro deste ano houve uma manifestação na avenida Paulista, em São Paulo, convocada por grupos que defendem a chamada intervenção militar. Pouco mais de uma centena de ativistas se misturavam à caminhantes, corredores e pessoas que passeavam pelo centro da cidade. Eles pediam um golpe sobre o golpe. Os portais dos maiores veículos de imprensa registraram discretamente o evento. Suas edições impressas, idem. Coisas bizarras aconteceram. Inclusive, a expulsão de líderes golpistas de direita, acusados pelos presentes de serem comunistas.

Enquanto isso, um Brasil alheio a essas bizarrices curtia o feriado.

Óbvio que as apreensões populares ainda não encontraram o caminho das ruas. As medidas da contrarreforma trabalhista ainda não foram sentidas, mas já preocupam muito mais que uma centena de ativistas de direita. O mesmo vale para as ameaças de corte de direitos previdenciários históricos. A retirada de recursos orçamentários das áreas da educação, da assistência social, da saúde e da segurança já são de conhecimento difuso de milhões de pessoas. E a indignação – por certo passiva – com os desmandos de corrupção que atingem o governo golpista já se registra mesmo entre os que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff.

Mais cedo do que tarde, um “acorda Brasil” pode sacudir o País. Para além de coisas exóticas, o desmonte do tripé da securidade social (saúde, previdência e assistência), a precarização do trabalho elevada à condição de lei, o desemprego, as medidas que afetam a soberania nacional, dentre tantas coisas implementadas por um governo ilegítimo, vão chamar o povo às ruas. Até porque, as experiências recentes, desde 2013, principalmente, ensinaram o caminho.

O Bloco Minas Melhor não está alheio a isso. A partir de uma atuação vigilante na Assembleia Legislativa, o Minas Melhor tenta ajudar o governador Fernando Pimentel no esforço de manter direitos, incentivar a economia e garantir serviços, mesmo em meio à crise política e econômica do País.

Isso fará parte, temos certeza, de um grande movimento de refundação da República subtraída pelo golpe institucional de 2016. Para o bem da maioria do povo brasileiro.


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