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Combate à discriminação contra pobres e negros se faz urgente no atual momento de retrocesso

Assessoria de Liderança de Governo e ALMG

Edição: Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Representantes de diferentes entidades e ordens religiosas reuniram-se em audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia na noite da terça-feira (14/11) para debater a promoção de direitos da população negra e pobre do País. O evento foi promovido por iniciativa do líder do governo, deputado Durval Ângelo (PT), e marcou também o Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20.

“Nada melhor que a gente lembrar do preconceito num momento muito sombrio e difícil do Brasil. E não só no Brasil. A gente vive uma situação de retrocesso mundial. Ideias conservadoras e posturas extremistas e preconceituosas, que não toleram o diferente. Basta olharmos os migrantes no mundo de hoje para percebermos os que fogem de situações de fome e guerra”, declarou Durval. O debate também foi focado no combate ao preconceito em todas as suas formas.


Em 14 de novembro também é celebrado o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco em 2016 como uma forma de “alerta”. “Trata-se de uma data para que a Igreja não se esqueça de suas origens, da opção que Cristo fez e do seu grande desafio nos dias atuais: ser essa Igreja dos pobres”, disse o deputado.

Intolerância“Não por coincidência temos as duas datas, para que pensemos na acolhida do outro, longe de comparações desqualificadoras e intolerantes” defendeu o professor e psicólogo Guaraci Santos, do Movimento Negro. Ressaltando que ainda faltariam ações governamentais e da sociedade contra a discriminação racial e socioeconômica, Guaraci alertou também para a intolerância religiosa, que segundo ele tem levado à perseguição de diversas expressões culturais.

Segundo o professor, dados recentes mostrariam que uma denúncia de intolerância religiosa é registrada a cada quinze horas no País, sendo as religiões e expressões de matriz africana os maiores alvos. Dentro dessas, a umbanda lidera o ranking, com 39% dos casos.

Durval Ângelo avaliou a importância de marcar as duas datas com reflexões da sociedade, para chamar a atenção para a necessidade da promoção dos direitos dos negros e pobres no Brasil.

Homenagem


Durante a audiência, foi homenageado o arcebispo emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, o "Dom Zumbi", que faleceu em agosto último, aos 98 anos. Bispo mais velho do Brasil e o primeiro bispo negro do País, Dom José foi destacado pelo parlamentar como referência na luta pela igualdade.

“Tive alegria de conhecê-lo e em dezembro passado, vê-lo assessorar um encontro de nosso mandato”, contou Durval, referindo-se ao 21º Encontro de Políticos Cristãos realizado em dezembro de 2016, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Na época ele estava com 97 anos, mas tinha uma disposição, uma alegria e uma clareza da necessidade da política estar a serviço dos mais pobres”, ressaltou.

Livro sobre Las Casas

Durante a reunião também foi realizado o lançamento do livro Las Casas Zumbi – despertar histórico da consciência negra, do Frei Carlos Josaphat. A obra relaciona o espanhol Frei Bartolomeu de Las Casas (1474-1566) a Zumbi dos Palmares (1655-1695) pela luta antiescravidão que travaram.

Frei Josaphat lembrou que Las Casas chegou a ter escravos durante a colonização da América, mas, após reflexão em cima das Escrituras, tornou-se um ferrenho combatente da prática. “Naquele tempo todos aceitavam (a escravidão) e ele disse: não. Não há remissão. Não há escravidão que possa ser permitida”, contou.

O autor afirmou que dedica-se a estudar a vida do espanhol com o objetivo de “restituir o sentido da história”. “A que é ensinada muitas vezes é uma história de grandeza, de batalhas, de pessoas dominando outras. A verdadeira história é o progresso dos direitos humanos. O preconceito é um problema de educação. Precisamos fazer uma releitura da história. O importante são os valores humanos, as qualidades do ser humano progredindo”, concluiu.

Paulo Freire

Foi divulgada, ainda, na reunião, a organização do Coletivo Paulo Freire por uma Educação Democrática, com a disponibilização de petição pública contra a tentativa de retirar do educador o título de patrono da educação brasileira. Lilian Contreira, que foi assessora do educador e integra o coletivo, creditou a intenção de desvalorizar o legado de Paulo Freire a movimentos ultraconservadores desencadeados nos últimos meses.

Autor de obras como “Pedagogia do Oprimido” e um dos educadores mais importantes da história, Paulo Freire faleceu em 1997 e, para Lilian, aqueles que estão à frente desses movimentos de retirada do título o fazem sem ter lido ou compreendido a obra do educador recifense.


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