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Rogério Correia diz que a covardia feita pelo governo federal com a reforma trabalhista teve aval do PSDB

Núcleo de Comunicação - Bloco Minas Melhor
Foto: Luiz Santana/ALMG

Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, o deputado Rogério Correia (PT), denunciou da tribuna da Assembleia Legislativa, na reunião ordinária de quarta-feira (08/11), o que chama de covardia do governo federal ao aprovar a reforma trabalhista. As mudanças, que começam a vigorar no sábado (11/11), interferem em mais de 100 tópicos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Para Rogério, as reformas trazem incontáveis prejuízos aos trabalhadores assalariados. “A maior perda é a negociação valer mais que a legislação. Significa também que, se o patrão não flexibilizar e o empregado estiver com a corda no pescoço, ameaçado de demissão e com o sindicato fragilizado, ou ele aceita perder seus direitos, ou o patrão o manda embora e contrata outro, com o salário menor e os direitos não respeitados”, disse. “Flexibilizou geral a possibilidade de terceirização do serviço no Brasil. O trabalhador está regredindo, tornando-se escravo”, ressaltou ele.

O deputado comentou sobre o apoio irrestrito que alguns partidos deram à iniciativa de Temer. “PSDB votou pela flexibilização das leis trabalhistas no Brasil. Uma covardia. Getúlio Vargas deve estar chorando no túmulo ao assistir, depois de tanto tempo, direitos primários dos trabalhadores serem retirados assim”, relembrou. Na visão de Rogério, a ação contou com a benevolência do Supremo Tribunal Federal, que, para ele, “fingiu não ver nada”. “Direitos trabalhistas, que são cláusulas pétreas da Constituição podem ser retirados por deputados que não foram eleitos para esse fim? “, questionou.

Privatização incessante - Ao longo de sua fala, Rogério mencionou a transferência do direito de explorar o pré-sal, vendido pela Petrobrás à norte-americana Exxon. “Um verdadeiro absurdo, que aniquila a soberania nacional”, frisou. “O Ministério Público, preocupado com outras questiúnculas, não vê o que está acontecendo no Brasil. O Ministério Público não está vendo que o Pré-Sal, que tem R$ 1 trilhão de reais a ser explorado, foi vendido por R$ 6 bilhões?”, perguntou ele, questionando a passividade do MP perante o cenário.

Indignado com o leilão que sacramentou a venda do pré-sal à Exxon,  Rogério comparou a situação com a vivida à época da venda de usinas da Cemig. “A mesma coisa [aconteceu] aqui na Cemig: entramos com magistrados em todos os locais possíveis para ver se ao menos um juiz impossibilitava o Temer de entregar as usinas, mas nenhum se indignou a parar com esse processo suicida”.

O parlamentar fez questão de lembrar a satisfação das grandes corporações - inclusive os conglomerados de mídia - com tais mudanças. “Anunciam agora, para que o Temer continue no governo, uma outra covardia contra os trabalhadores e o povo: a retomada da Reforma da Previdência. As elites brasileiras e o capital financeiro internacional querem mais. Não basta o sangue do trabalhador que perde a CLT. É necessário também tirar dele a aposentadoria”, bradou.

Paralisação Nacional - No embalo da paralisação contra as reformas, marcada para sexta-feira (10/11), Rogério Correia fez um apelo à população. “Chamo os trabalhadores a as trabalhadoras a despertarem para o que está acontecendo no País e a não mais acreditarem, infelizmente, no parlamento brasileiro de maneira geral, tampouco na justiça. O trabalhador e o povo pobre brasileiro só podem acreditar neles mesmos”, concluiu.


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