Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Mais Notícias

 
 

Thiago Cota propõe CPI para esclarecer gastos de R$ 2 bilhões alegados pela Renova

Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Luiz Santana / ALMG

Durante reunião da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, quarta-feira (08/11), o deputado Thiago Cota (PMDB) denunciou a falta de efetividade da Fundação Renova nas obras de reparação e atendimento das vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Representantes da fundação estiveram no gabinete dele recentemente, apresentando documentos para justificar gastos de mais de R$2 bilhões com a população atingida. O deputado disse que, no entanto, a população desconhece os lugares onde tais obras estão ocorrendo.

“Estamos todos perplexos com essa informação. A população de Mariana e região está esperando há dois anos, ansiosamente, por socorro e a fundação disse que já gastou esse montante enorme com obras. E eu pergunto, com quem? Não existem indenizações para nenhum atingido até hoje, o Rio Doce ainda não teve nenhuma obra de fôlego dessa fundação. Onde eles gastaram isso?”, denunciou.

O deputado informou que se reuniu com uma equipe da Fundação Renova na semana passada, na Câmara Municipal de Mariana, na presença de uma equipe de coordenação com 10 funcionários, dentre eles apenas um técnico daquela cidade, fato que ele considerou significativo para a falta de conecção da fundação com aquela cidade.

Thiago Cota esclareceu que é um defensor das mineradoras no estado, pois elas são importante fonte de renda para todos. Mas afirmou que também está defendendo a população que sofreu, e ainda sofre, com a morosidade nas soluções para o crime socioambiental. "Nem uma única casa da nova Bento Rodrigues, por exemplo, foi construída e nehuma indenização foi paga", enfatizou.

Sem obras - O parlamentar citou a ausência de obras visíveis nos locais atingidos pelo acidente e a inexistência de novas fontes de trabalho para a população que está vivendo em condições precárias. “Temos que cobrar para que a empresa nos forneça, aqui na Assembleia, informações sobre sua atuação e estrutura, como quadro de funcionários, contratação da mão de obra local e onde estão sendo aplicados os recursos repassados pela Samarco. O ideal seria criarmos uma CPI para averiguar esses gastos, que me parecem obscuros”, disse.

O deputado Geraldo Pimenta (PCdoB) cobrou transparência nos gastos da Fundação e apoiou a ideia da CPI. “A Assembleia quer entender o que está sendo feito para atender a urgência dos que sofreram com esse crime ambiental de proporções nunca vistas no Brasil. Senão o dinheiro das indenizações vai acabar e não teremos o resultado esperado e que as pessoas necessitam”, argurmentou Pimenta. 

Thiago Cota relembrou aos presentes que o Legislativo já convidou a Renova para comparecer à reunião da Comissão e prestar esclarecimentos e isso ainda não ocorreu. 

A deputada Marília Campos (PT) comentou que "o povo brasileiro não vê os crimes ambientais do país serem resolvidos e isso causa indignação e descrença na Justiça". 

Audiência pública - A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou requerimento para que seja realizada nova audiência pública para debater os impactos ambientais causados pelo rompimento da estrutura de contenção de rejeitos na barragem de Fundão, operada pela Samarco, ocorrido em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG), bem como tratar das medidas compensatórias adotadas pela empresa para minimizar os impactos ambientais causados pelo desastre.



Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes