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Opinião

 
 

Andanças

"Eu aprendi a não desistir. Sou calcado na perseverança. E é com essa força que nós vamos virar o jogo e trazer a democracia de volta. Espero que os mineiros estejam na frente de batalha pra gente vencer essa briga" (Lula).

Os oito dias de andanças de Lula por Minas Gerais ficarão marcados na história da resistência ao golpe. Enquanto Brasília nos oferecia sucessivos acontecimentos que ajudaram a aprofundar a desmoralização do País perante o mundo, Minas Gerais assistia à renovação da esperança na democracia, no resgate aos direitos sociais e trabalhistas sequestrados pelo governo golpista (incluindo aí as ameaças contidas na contrarreforma da Previdência) e na anulação de medidas recentes que feriram de morte a soberania brasileira, como no caso do óleo do pré-sal.

Lula e Dilma fixaram claramente esse compromisso com o País, em cada lugar que discursaram e conversaram com o povo. O primeiro passo é o resgate da democracia. Sem regras políticas estáveis e previsíveis continuaremos a viver de sobressaltos em todos os poderes: Executivo, Legislativo e, principalmente, no Judiciário. Não há pacto de convivência possível com a violação das chamadas “regras do jogo”.

No Judiciário isso implica barrar a lógica dos dois pesos e duas medidas para casos semelhantes. E aí cabe uma advertência: uma eleição sem Lula, barrado por pura perseguição da Lava Jato, só vai aprofundar a cisão do País.

No Legislativo, exige-se transparência plena. Novas formas de construção das bases de apoio aos governos são urgentes. A repetição de fórmulas antigas, hoje amplamente refutadas pela população, só vai gerar novas crises e instabilidades.

No Executivo, a primeira demanda é a da legitimidade. Só um governante sustentado pelo voto popular pode adotar medidas estruturais na economia, nos direitos, no trato com nossas riquezas mineirais e ambientais, enfim, que se afirme alto e bom som: atitudes dessas naturezas não podem ser tomadas por indivíduos ou partidos carentes de legitimidade social.

Nesse sentido, Minas Gerais é um forte ponto de apoio para a retomada da esperança. E Lula viu isso por aqui. Os três poderes estaduais convivem, cada um com suas atribuições, de forma respeitosa e equilibrada. Óbvio que com tensões típicas da democracia. O Executivo é transparente. O Judiciário mineiro exerce sua autonomia, rompendo uma trajetória recente de manipulação pelos governantes tucanos de outrora. E o Legislativo expressa a diversidade da sociedade, com o funcionamento livre e democrático da oposição crítica e fiscalizadora, frente a uma base de apoio ao governo que não se furta a dialogar com a oposição e que atua de forma solidária com as forças da sociedade civil: movimentos sociais, sindicais, empresariais, gente da intelecualidade, da cultura e outras lideranças políticas dos mais variados matizes ideológicos.

Do Legislativo mineiro, Lula carregou a certeza de que é possível novas formas de interações políticas que sepultem as práticas nefastas de um passado amplamente criticado. O Bloco Minas Melhor, de sustentação do governo Pimentel, exercita isso. Apresentar propostas, ouvir críticas, aprimorar ideias tem sido o caminho trilhado. E isso é possível, tanto pela atuação dos líderes e vice-líderes desse bloco parlamentar, quando pela condução serena e equilibrada da Casa Legislativa, na pessoa do deputado estadual Adalclever Lopes (PMDB), presidente do Parlamento mineiro.

O Brasil ainda vai voltar a brilhar para seu povo e para mundo. Minas, certamente, não faltará a esse esforço.


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