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Opinião

 
 

Dois brasis em apenas uma semana


Um ocorreu em Brasília. O outro em vales das Minas Gerais.

Em Brasília tivemos um circo de horrores. Temer, para se salvar e só ser ter seus processos julgados depois de sair da Presidência, teve que abrir os cofres públicos a parte de sua base de sustentação na Câmara de Deputados. Segundo a Folha de São Paulo, em emendas a parlamentares, em perdões de dívidas, em repasses extraordinários a estados e municípios, em aberturas de créditos, entre outras benesses, nos dois processos votados na Câmara, ele desembolsou R$ 32,1 bilhões. E ainda se comprometeu em avançar com a contrarreforma da Previdência Social e aprofundar a precarização do trabalho. Exemplo disso foi o decreto que flexibilizou a fiscalização das ocupações análogas à escravidão que, apesar de barrado na Justiça, permanece como demanda da bancada ruralista.

Nos vales do Aço, do Mucuri, do Jequitinhonha e no Norte mineiro, a caravana liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resgata uma história de desenvolvimento econômico e social de distintas regiões em Minas Gerais, apresentando o outro Brasil da semana. Que é a história dos empregos gerados nessas regiões, das universidades implantadas, das políticas sociais protetivas, do Minha Casa Minha Vida, do Mais Médicos e por aí vai, lembrando os tempos do presidente Lula e da presidente Dilma. E tudo isso contrastando com o país do golpe, da escalada da corrupção, do desemprego, da perda da soberania nacional.

E no entorno de Brasília tivemos ainda a tragédia de Goiânia, na qual um adolescente pega a arma da própria mãe, que é policial militar, mata dois colegas e fere outros – inclusive – deixando paraplégica uma das jovens vítimas. É o Brasil da bancada da arma, da apologia da violência do Estado, do obscurantismo cultural e intelectual que – não por coincidência – votou na impunidade de Temer, no caso das acusações da Procuradoa Geral da República (PGR), e que envolvem crimes diversos.

Os recados vindos da Capital Federal são mais que evidentes: do Supremo Tribunal Federal (STF), passando pelo Planalto e chegando ao Congresso Nacional, materializa-se o incisivo “acordo nacional” noticiado pelo senador Romero Jucá. O senador tucano Aécio Neves, flagrado em gravações comprometedoras, e – via amigo – se apropriando de malas de dinheiro, recebe do Senado uma espécie de indulto para o crime.

Já nas Minas Gerais, Lula apresenta o compromisso de consultar o povo brasileiro sobre as contrarreformas impostas pelo governo golpista. O nome que ele deu a isso foi referendo revogatório. O povo vai decidir se aceita manter os efeitos do golpe ou não.

Contudo, o povo vai escolher mais do que isso. Será uma escolha entre dois brasis reais.




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