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Tristes relatos sobre a tragédia do Rio Doce na passagem da caravana por Governador Valadares

Edição: Núcelo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Ricardo Stuckert

Durante visita na tarde de terça-feira (24/10) à Bacia do Rio Doce, em Governador Valadares (MG), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou a impunidade das empresas responsáveis em jogar toneladas de lama com rejeitos de mineração e metais pesados no Rio Doce, um dos maiores crimes ambientais da história do País, que ocorreu há dois anos.

Os deputados estaduais do PT, André Quintão, Marília Campos e Rogério Correia, reafirmaram o compromisso do partido com a luta por justiça às vitimas do crimes ambientais. O líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão, chamou atenção para o clamor por justiça social que tem marcado a viagem. "Lula está reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento econômico justo e sustentável, que respeita o meio ambiente e a diversidade. Ele sabe que o povo quer de volta os direitos adquiridos nos governos do PT e que estão sendo retirados um a um por Michel Temer", disse.

Marília Campos se impressionou com os encontros de Lula com os moradores da região. "Ver de perto a sua sintonia com o povo é uma experiência marcante, principalmente com a gente mais humilde, que se recorda emocionada dos feitos de seus governos. Mas não se trata apenas de recordar o que já foi feito. O que surpreende é a crença que ele transmite de que é possível construir um futuro diferente e melhor", analisou Marília. 

Ao lado de representantes de movimentos sociais, pescadores, indígenas da tribo Pataxó e moradores diretamente prejudicados pela lama contaminada nas águas do Rio Doce, Lula falou sobre a importância da revitalização do rio poluído e cobrou da Samarco, uma das empresas responsáveis pela tragédia, uma explicação a respeito do crime. 

"O que eles creêm é que vai ter impunidade e que eles vão sair dessa ilesos. E que vocês vão esperar que o tempo se encarregue de fazer a recuperação. É verdade que precisamos do tempo, mas é verdade que precisamos que o governo federal coloque recursos aqui para ajudar o governo estadual, o municipal. Tem muita gente que depende desse rio.", denunciou o ex-presidente.

Maria José Horta Carneiro Silva é uma dessas pessoas. Lavradora de 30 anos, ela tinha um pedaço de terra em Ponte do Gama, na região de Mariana. Com o rompimento da barragem, acabou tudo. “Antes eu tinha a produção de leite, era pasto verde o ano todo, o gado bebia do rio, se alimentava nas margens. Hoje, trato de criação o dia todo. Antes era tudo da natureza, agora é silagem.”

Maria José não tinha nenhuma relação com movimentos sociais, com a política. Hoje reconhece na luta conjunta do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) o espaço onde encontra conforto, compreensão e acima de tudo esperança. “Após dois anos do rompimento da barragem a gente não conseguiu nada ainda, a empresa está só enrolando. Mas estamos lutando para voltar para a vida que a gente tinha antes. É muito difícil você ser expulso da vida que tinha pra viver outra.”


Tormento - É também para ir atrás dessa reparação que Jocenilson Cirilo Mendonça concentra suas forças. Pescador em Linhares (ES), na foz do Rio Doce, aos 46 anos, traz nos olhos o desespero de quem busca saídas todos os dias e não encontra nada. Nem para ele, nem para a comunidade de Povoação, aos quais representa como presidente da associação de moradores.

“São dois anos de cadastro. Até hoje a Samarco não chegou a uma definição para ajudar as pessoas que foram impactadas. Elas não têm mais a vida que tinham. Jogam uns contra os outros, porque tem gente recebendo (ajuda financeira) e outros ficaram sem receber, mesmo tendo sido prejudicados. Gente que tinha carteira de pesca, comerciantes, agricultores.”

Jocenilson conta que agora “inventaram o tal programa de indenização imediata”. “Oferecem o que querem, mas as pessoas não têm direito de dizer que não está bom. Se eles oferecerem R$ 10 mil, tem de ser os R$ 10 mil ou não participa do programa. Eles causaram o crime e a população tá pagando por esse crime. Não é questão de não terem condição de acertar com as pessoas, é que eles não querem acertar. Mas até recuperar o rio, eles têm de pagar os danos que causaram para as pessoas impactadas”, reforça.

Poluição sem fim

De acordo com análises feitas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), comparando material do crime ambiental com o coletado em 2015 – antes de a lama da Samarco atingir o Rio Doce –, o ecossistema foi totalmente alterado pelos rejeitos da mineradora: hoje há o dobro de ferro, quatro vezes mais alumínio e três vezes mais manganês nas águas.




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