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Deputados do Bloco Minas Melhor acompanham Lula na Caravana por Minas Gerais


Lula com bordadeiras de Minas Gerais que fizeram toalha em homenagem à Dona Marisa Letícia

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa sua caravana na segunda-feira (23/10) pela cidade de Ipatinga, no Vale do Aço, onde será realizado um ato de abertura da segunda etapa do projeto Lula Pelo Brasil. O evento, que será realizado na Praça dos Três Poderes, abre também a série de viagens que serão feitas por Lula até 30 de outubro e terá como tônica a defesa da soberania nacional, ameaçada pelo governo golpista. O presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB); o líder do Bloco Minas Melhor, André Quintão (PT) e o 1º secretário da Assembleia, Rogério Correia (PT) são alguns dos parlamentares que participam do ato em Ipatinga. 

O Vale do Aço é o berço do PT em Minas Gerais, onde os sindicatos promoveram manifestações históricas  em prol dos direitos trabalhistas brasileiros. O ato em Ipatinga será um grande encontro de Lula com o povo que viu sua vida mudar com os investimentos sociais promovidos pelos governos do PT. Mais de 47 mil famílias receberam o Bolsa Família, podendo complementar suas rendas e investir em um futuro mais digno. 

Também em Ipatinga, 75 mil famílias foram atendidas com o Luz para Todos e outras 553 famílias puderam realizar o sonho da casa própria com o Minha Casa Minha Vida, quando foram investidos R$ 75 milhões.

Ao sair de Ipatinga, Lula vai viajar de ônibus as regiões dos vales do Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha, Norte de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte e encerrar a caravana dia 30 na capital.

O projeto Lula pelo Brasil é promovido pelo PT e pela Fundação Perseu Abramo e tem o objetivo de fazer uma escuta da população, quando Lula volta para a estrada para ver de perto as mudanças promovidas por seus governos e também o resultado dos retrocessos nos programas sociais promovidos pelo governo golpista.

Trabalhadores relembram bons tempos do Vale do Aço

A região do Vale do Aço, em Minas Gerais é um dos exemplos de como os governos de Lula e Dilma incentivaram a economia, com grade impacto na indústria.

Em 2011, a principal cidade da região, Ipatinga, chegou a ter 38 mil postos de trabalho na indústria e em 2014 o setor era responsável por 3,6 bilhões de reais no PIB da cidade. Entre 2010 e 2013, o PIB por habitante cresceu de R$ 31 mil para R$ 36 mil, segundo dados do IBGE.

A Usiminas, que já foi uma empresa estatal – privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso – chegou a ter 17 mil empregados e hoje não chega a 7 mil postos de trabalho.

Hoje a cidade vive um momento de crise, com altas taxas de desemprego, e os trabalhadores locais traçam um paralelo com o período FHC, quando as empresas demitiram milhares de funcionários após as privatizações.

“Foi lamentável no período FHC, as privatizações”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), Antonio Marcos Martins, que atua na região metropolitana de Ipatinga.

“Com a privatização, vimos demissão em massa, pais de família saindo de casa, deixando a cidade, deixando aqui seus lares. Foi um caos para o nosso Vale do Aço. Vimos aqui a economia, o mercado, lojas, fechando portas, vivemos momento de muita angustia, de tristeza e incertezas”.

O vice-presidente do Metasita, Sebastião Condé, acrescenta que “foram terceirizando os funcionários, a cidade foi ficando fantasma porque as pessoas perderam os empregos, tiveram que sair daqui, a economia da cidade foi caindo”.

Segundo Martins, o cenário se alterou após a eleição de Lula. “Graças a Deus ressurge uma luz com a chegada do Lula em 2003. Nós vimos aí uma ascensão, vimos investimentos aqui do BNDES, nas nossas empresas locais, gerando mais emprego”

“Nós vimos a alegria dos trabalhadores e trabalhadoras do vale do aço, mas também do Estado de Minas Gerais e de todo o Brasil”, relembra o sindicalista.

“Vivemos um apogeu da economia, uma época de quase pleno emprego na era do governo Lula e também no governo Dilma. O trabalhador tinha o seu salário, comprava a sua moto, seu carro, adquiria bens, melhorava a sua casa, viajava”.

“A gente via com muito orgulho um metalúrgico, um trabalhador chegando à presidência do Brasil e fazendo com que os desiguais, o povo pobre, tivessem um pouco de ascensão aos bens materiais que muitas vezes eram exclusivos a uma classe de elite”.

Para Luis Carlos Lima, trabalhador do sindicato Metasita que foi metalúrgico por 16 anos, “tivemos um período no Vale do Aço, de muita dificuldade antes da era Lula, e quando foi no ano de 2002, conseguimos a conquista que era almejada por muitos. Quando o presidente Lula, ganhou as eleições e começou a governar, pude ver durante todo meu tempo de vida, que tenho entendimento como pessoa, foi o período que vi o povo ter vez e voz”.

“O pobre teve acesso às coisas que antes eram acessíveis somente a elite. O povo teve o direito de ser feliz, mas infelizmente isso incomodou muito as elites, que estavam ali acostumadas a explorar o pobre sem dar direito algum do pobre ter acesso às coisas. Incomodou muita gente ver o pobre lotando os aeroportos, andando de carro, coisas que antigamente era inacessíveis”.

Na visão de Lima, “com o incomodo articularam o golpe para tirar o governo legítimo da presidenta Dilma, que estava dando sequência ao governo do Lula, dando vez e voz para o povo”.

“Aí colocaram o golpista traidor do Michel Temer para entregar todo o nosso país nas mãos dos estrangeiros, como temos visto aí. O pobre está perdendo todo o direito de comer, se olharmos para as coisas mínimas, um bujão de gás está caminhando para R$ 100, aonde um pobre que ganha um salário mínimo vai poder comprar o gás, pagar aluguel, fazer a compra para sustentar sua família”.

O presidente do sindicato, Martins, avalia que “novamente voltamos ao retrocesso do período FHC. Agora voltamos a era da recessão, gerando desemprego, a economia ruim, uma incerteza, os trabalhadores do Vale do Aço desempregados, sem oportunidades e esperança de ter um emprego”.

“Muitas pessoas saíram à rua contra a corrupção e na verdade tiram uma presidenta eleita, honesta, que continuava o governo do Lula dando vez e voz ao povo pobre brasileiro”.



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