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Comissão de Participação Popular vai fiscalizar abusos contra trabalhadores em Ubá

Núcleo de Comunicação Minas Melhor

Foto: Reprodução

O deputado Rogério Correia (PT) apresentou requerimento pedindo a visita da Comissão de Participação Popular ao polo moveleiro de Ubá, na Zona da Mata, para fiscalizar as denúncias de assédio moral, perseguição, intimidação e até de mutilação de trabalhadores do setor, que emprega cerca de 16 mil pessoas naquela região.

As denúncias foram feitas em audiência pública marcada pelo presidente da comissão, deputado Dr. Jean Freire (PT). Durante a reunião na segunda-feira (16/10), os trabalhadores e representantes do sindicato da categoria expuseram os fatos, com registro de aumento de 166% no número de pessoas mutiladas. Só neste ano, 16 trabalhadores tiveram partes do corpo amputadas devido a acidente nas máquinas.

De acordo com o coordenador do Setor de Saúde e Segurança do Sindicato dos Marceneiros, Maximiliano Camilo Batista, as vítimas não haviam recebido nenhum tipo de treinamento e algumas estavam, mesmo no primeiro dia de trabalho, operando máquinas perigosas, como a serra circular e a tupia, sem utilizar nenhum equipamento ou dispositivo de segurança.

Além das mutilações, o sindicato também denunciou mais de 300 atendimentos por doenças ocupacionais.

Abusos - Os representantes do Sindicato dos Marceneiros de Ubá e do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de Belo Horizonte e Região denunciaram juntos uma série de violações de direitos, que vão desde a falta de registro na carteira de trabalho e fraudes nas relações financeiras com o trabalhador, passando por subnotificação dos acidentes, até a conivência do Poder Judiciário local.

Essa lista de abusos foi reforçada pela presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Beatriz da Silva Cerqueira. “Nós estamos diante da barbárie total nas relações trabalhistas. O que a reforma trabalhista fará a partir de agora é colocar como regra as situações já vividas pelos trabalhadores de Ubá”, alertou.

A intimidação dos representantes sindicais também é rotina na região, conforme relatou Luís Antônio Ferreira, da subsede de São Geraldo, município vizinho a Ubá, do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de Belo Horizonte e Região. “Quem se filia é demitido e os diretores são perseguidos o tempo todo, inclusive com ações na Justiça comum. Temos vários relatos de assédio moral e sexual, acidentes de trabalho, mas na Justiça não temos nenhum respaldo para lutar pelo trabalhador”, lamentou.

De acordo com o deputado Rogério Correia, a situação dos trabalhadores na região de Ubá é reflexo de um contexto maior de perda de direitos patrocinada pelo governo do presidente Michel Temer. “Essa nefasta política de ajuste fiscal, que muitas vezes parece distante da nossa realidade, traz consequências diretas na rotina dos municípios e na vida das pessoas”, disse.



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