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Opinião

 
 

Onda conservadora esconde armadilha na conjuntura

O repúdio à manipulação eleitoreira do crime de pedofilia, manipulação esta praticada por políticos inescrupulosos na busca de notoriedade e de votos para as eleições de 2018, deve ser amplo. Contudo, torna-se necessário que mantenhamos um olho no peixe e o outro no gato.

Os ditos mercados estão famintos pela retirada de direitos dos assalariados. Se puderem precarizar o contrato de trabalho, reduzindo ganhos, férias remuneradas, custos de horas extras, taxas de periculosidade/insalubridade, enfraquecendo a representação sindical, dentre tantas mazelas, o farão sem qualquer cerimônia.

E se puderem usar, como manobra diversionista, essa onda moralista conservadora e reacionária que tenta varrer o universo cultural com falsas polêmicas sobre pedofilia, também o farão sem qualquer escrúpulo.

Há uma relativa autonomia entre os dois fenômenos. A onda conservadora contra obras artísticas, além de conter boa dose de ignorância, ainda é carregada de fortes injeções de hipocrisia. Já a voracidade liberal sobre os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais nunca se preocupou com tais arroubos moralistas. Muito antes pelo contrário: o capital explora a erotização precoce e a vulgarização da afetividade sexual, como meio de auferir lucros. Lembremo-nos aqui da grife do apresentador global Luciano Huck, que comercializava camisetas infantis com a inscrição: “vem ni mim, que eu to facim”. Assim, parceria que a voracidade do capital faz com o moralismo hipócrita é destinada a desviar as atenções para suas maldades próprias. Quanto mais focarmos na reação à onda reacionária sobre obras de artes e nos descuidarmos do que está sendo votado em Brasília, reduzindo dotações orçamentárias de políticas sociais, retirando direitos trabalhistas e previdenciários, além dos atos que ferem a soberania nacional, mais favoreceremos a sanha neoliberal.

É preciso “colar” esses dois fenômenos. Um se nutre do outro. Ambos filhos do golpe de 2016 que, usando o tema da corrupção, também foi construído para os fins e interesses do lucro capitalista exacerbado. O pós-golpe não só mostra uma corrupção ainda mais ampliada e descarada, que agora se revela até mesmo nas denúncias que atingem gente como Aécio Neves, Zezé Perrella, José Serra, Geraldo Alckmin e aliados, como confirma seu principal objetivo: liquidar conquistas em termos de políticas sociais e direitos trabalhistas.

Reagir à hipocrisia mas sem descuidar das obscenidades votadas no Congresso Nacional.


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