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Opinião

 
 

O gosto amargo da privatização das usinas da Cemig


O 27 de agosto de 2017 ficará na história de Minas Gerais como o dia de um dos maiores crimes de lesa-pátria cometido pelo curto governo ilegítimo de Michel Temer. Leiloar a preço de banana quatro usinas geradoras de energia elétrica, pertencentes ao povo mineiro, é algo que as gerações presentes e futuras terão a lamentar, por décadas.

Para ajudar a aplacar um déficit fiscal que beira à casa dos R$ 180 bilhões, o leilão arrecadou magros R$ 13 bilhões. Isso é o mesmo que comprar hoje uma geladeira por R$ 2 mil e vendê-la no fim do mês por R$ 600,00, para pagar a dívida acumulada no açougue.

Na contramão dos demais países, que protegem seus mananciais e tratam a produção de energia com forte controle estatal, o Brasil acaba de entregar cerca de 50% da capacidade de geração dessa energia, em Minas, a grupos estrangeiros. E pasmem: a grupos estatais e para-estatais da França, Itália e China.

Em 2012, Dilma Rousseff, antecipando os processos de renovação das concessões de exploração das usinas geradoras, em vários estados, propôs a Medida Provisória 579. Estados governados por tucanos, começando por Minas Gerais, se recusaram a aderir. Essas usinas voltaram para a União. E agora, nas mãos de um governo ilegítimo, se tornaram mercadoria de camelô.

Pela condição estratégica da Cemig no mundo, pela importância do controle e proteção de mananciais, pela necessidade de se manter nacionalizada essa atividade que é essencial ao desenvolvimento econômico e social, essa transferência de quatro usinas, para empresas estrangeiras, representa um duro golpe à soberania nacional.

Soberania esta já agredida pela entrega da maior parte da exploração do petróleo da camada do pré-sal, pela liberação de compra indiscriminada de terras por estrangeiros e pela expansão da atividade mineradora em extensas áreas da Amazônia.

O desfecho do leilão deixou um gosto amargo nas papilas. Além do acesso aos já citados mananciais de recursos hídricos por potências estrangeiras, teremos – no curto prazo – a demanda de reajuste das tarifas para amortizar o investimento que as empresas fizeram na compra dessas quatro unidades. Depois do amargor, teremos o azedume dos preços das contas de luz.

Mas, como registrou o líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT), será construído o tempo e as condições para revertermos isso. E talvez seja mais cedo do que imaginam os vende-pátria. A luta não vai parar. Por Minas, e pelo Brasil.


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