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Governo Federal entrega patrimônio dos mineiros a empresas estrangeiras

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloc Minas Melhor

Foto: Luiz Santana/ALMG

O leilão realizado na quarta-feira (27/09), que resultou na venda de quatro usinas da Cemig, foi considerado um ato de entreguismo do patrimônio público ao capital estrangeiro. Em seu pronunciamento na tribuna do plenário da Assembleia Legislativa, o deputado André Quintão, líder do Bloco Minas Melhor, disse que o governo federal ignorou o povo mineiro e que nem mesmo a união de deputados federais e estaduais, tanto da base quanto da oposição, conseguiu fazer com que o governo desistisse de vender as usinas.

Ele criticou a privatização da energia elétrica e da água, consideradas elementos estratégicos para a soberania do País. “Não se trata de dogma, mas de garantir a dignidade do povo mineiro. Quando defendemos a operação da energia pela Cemig é porque não queremos deixar o consumidor, e nem Minas Gerais, reféns dos interesses do mercado, pois é o povo quem vai ter que pagar por essa conta”, disse.

Nos últimos sete anos, a Cemig registrou um lucro de R$ 18,5 bilhões e teve que assistir as usinas da Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Redonda serem vendidas por R$ 12 bilhões, sem conseguir um acordo de compra com o governo federal, de pelo menos uma das estações. “Venderam a Cemig por 65,5% do lucro da empresa. É um negócio da China para quem comprou e um desastre para quem vendeu, para Minas e para o povo brasileiro”, disse o 1º secretário da ALMG, deputado Rogério Correia (PT).

Além do prejuízo para o estado e para o consumidor final, que terá que arcar com os investimentos feitos pelas empresas que compraram as usinas, o parlamentar também frisou que o Brasil perdeu parte de um setor estratégico para a nação, que é a água e a energia elétrica.

“As empresas estrangeiras que ganharam não vão respeitar nenhuma estratégia, assim como a Samarco e a Vale não respeitaram. Visaram apenas o lucro e fizeram com que Mariana vivesse o maior desastre ambiental da nossa história. Mataram pessoas e destruíram o Rio Doce”, lembrou.

A justificativa do governo federal para a venda das usinas também foi criticada pelo parlamentar. “Venderam as usinas por R$ 12 bi para diminuir rombo orçamentário de R$ 159 bi. Isso vai pro ralo em poucos meses. Esse é o resultado desse maldito leilão”, lamentou.

Rogério Correia criticou ainda a falta de iniciativa do governo do PSDB em Minas, que não aderiu à Medida Provisória 579 editada pelo então governo Dilma, em 2013. A MP estendia a concessão das usinas por 20 anos.

“Aécio Neves fez com que Minas Gerais, São Paulo e Paraná não aderissem à Medida e preferiu a política ‘do quanto pior melhor’. Ele jogou contra o patrimônio, não aceitou a derrota nas urnas, se juntou ao Temer e ao Eduardo Cunha e juntos transformaram esse país num inferno”, disse.

O líder de governo Fernando Pimentel na ALMG, deputado Durval Ângelo (PT), lamentou também o resultado do leilão. “O governo federal entregou usinas mineiras para o capital estrangeiro. Essas usinas correspondiam a 50% da geração de energia da Cemig. Isso faz parte da retirada de direitos e do golpe de Michel Temer”, disparou.

Vice-líder do governo, o deputado Bosco (Avante) manifestou também o seu descontentamento com a venda das usinas e lembrou que um patrimônio do povo brasileiro passou a pertencer ao capital estrangeiro. “Quero manifestar a minha tristeza e o meu repúdio contra o leilão que tirou dos brasileiros um setor tão estratégico, que é a geração de energia”, afirmou.

Em pronunciamento no Plenário, o deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB) criticou o governo federal e disse que espera uma reação do povo mineiro. “Não posso me calar diante de tal fato e temos que mobilizar o povo mineiro e brasileiro a ir para a rua, para que esse governo ilegítimo pare com o entreguismo que está praticando”, protestou. 


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