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Jovens defendem debate político nas escolas e maior participação na sociedade

Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Ricardo Barbosa /ALMG

Incentivar as discussões políticas nas escolas, ampliar a participação de pais e professores, promover eventos de educação política que envolvam pessoas da sociedade que não estão diretamente ligadas à comunidade escolar e aprofundar o conhecimento sobre a nossa legislação. Essa são algumas das propostas apresentadas por jovens estudantes de todo o estado que participaram da plenária final da 14ª edição do Parlamento Jovem, que este ano tem como tema “Educação política nas escolas". O evento aconteceu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na sexta-feira (22/09). Os estudantes votaram nas propostas que construíram um documento final para ser entregue à Comissão de Participação Popular da ALMG.

O projeto existe desde 2004 e é uma iniciativa da ALMG, por meio da Escola do Legislativo (ELE), e da PUC Minas, em parceria com diversas câmaras municipais mineiras. O líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT) participou da elaboração do projeto original, quando presidia a Comissão de Participação Popular. “Essa plenária é muito importante, e cada vez mais necessária à formação do jovem. O debate é sempre rico, gerando propostas que vão ao encontro do fortalecimento da cidadania a partir de uma educação de qualidade”, analisou.

O estudante de Visconde do Rio Branco, Giancarlo Costa, disse que unir escola e política é uma ação essencial para que o jovem desperte maior interesse em melhorar a sociedade em que vive. “Queremos que o jovem cresça aprendendo a respeitar os outros por meio de educação e política. Nossas propostas seguem nessa direção, com o entendimento de que política é importante sim, para todo mundo”, relatou.

Dentre as propostas, Giancarlo defendeu a realização de uma “feira de política” que possa ter a participação de políticos e educadores da área. “Precisamos discutir a política enquanto ciência. Ciência não é só biologia ou matemática, mas também as relações sociais”, disse.

Direito - O jovem Bernardo Medeiros, de Montes Claros, contou que sente falta das discussões sobre política e legislação na escola, citando o exemplo da irmã, que é estudante de Direito. “Ela nos alerta que não conhecemos sequer os direitos do consumidor. Por isso defendo o estudo de legislação na escola para que possamos saber, pelo menos, qual é o nosso direito”, argumentou.

Bernardo defendeu também a inserção da política no currículo escolar, para criar um debate constante, além da realização de eventos semanais com discussão política e a inclusão de estudos sobre cidadania e Constituição Brasileira. “Com isso, vamos poder ficar mais ligados ao longo do ano e não apenas no momento em que temos que ficar sabendo de tudo”, afirmou.

Representando o presidente da ALMG, Adalclever Lopes (PMDB), o deputado Bosco (Avante) disse que as propostas dos alunos podem ajudar a formar cidadãos críticos. “É preciso que seja quebrado esse tabu de que política não pode ser discutida na escola. Nós temos que ter uma escola cada vez mais plural porque temos alunos de vários segmentos sociais e jovens com visões e ideias diferentes. Com isso, vamos aguçar ainda mais o interesse deles pela política”, frisou.

Ampliação - Em 2018, o Parlamento Jovem de Minas (PJ Minas) será ampliado. Serão 154 municípios inscritos, um crescimento de 144,44% em relação aos 63 que participaram da edição deste ano. Em razão disso, o número de polos regionais que abrigam a segunda etapa do projeto deve crescer de 12 para 21, com ao menos um polo em cada um dos 17 territórios de desenvolvimento do Estado.

O líder do Bloco Minas Melhor, André Quintão (PT), ressaltou que a participação dos estudantes nesse encontro é uma importante experiência da vida democrática, que fortalece a educação. “Nós queremos uma escola que discuta o país, os direitos sociais, que não seja homofóbica, que não seja racista, que não aceite a intolerância. Uma escola que respeite as questões de gêneros e as diversidades presentes nas juventudes. Enfim, uma escola que forme pessoas que vão defender a democracia e os direitos sociais em nosso país”, concluiu.  



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