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Solução para crise hídrica está na gestão participativa e descentralizada dos recursos

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Foto: Arquivo / Copasa

A crise hídrica que atinge o estado há quase uma década, em decorrência do desmatamento de áreas de bacias e nascentes e da falta constante de chuvas, é um desafio de difícil solução. Mesmo com os investimentos recentes feitos pelo governador Fernando Pimentel (PT), que vem terminando uma série de obras de infraestrutura abandonadas pelos governos do PSDB, o abastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em outras áreas do estado tem sido emergencial. Na quinta-feira (21/09), a Comissão de Participação Popular realizou audiência pública, por solicitação do presidente da comissão, deputado Dr. Jean Freire (PT), para que técnicos e autoridades discutissem as dificuldades de enfrentar a crise. O deputado elogiou a gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos por meio dos 36 comitês de bacias hidrográficas do estado, como parte da solução da crise.

“Estamos aqui para somar esforços e encontrar saídas para os quase 100 municípios mineiros que estão sem água. Pelo que ouvimos aqui hoje, a origem da crise hídrica está mais no desmatamento de nascentes e zonas de recarga, que na falta de chuva. A sociedade têm que entender que se o desmatamento continuar, teremos muitos problemas para garantir água até para o consumo”, alertou o parlamentar.

Para Clarisse Dantas, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), a crise financeira e a redução de recursos disponíveis para investir no trabalho dos comitês estão longe de terminar. Segundo ela, entre 2010 e 2017, foram repassados R$ 141 milhões aos comitês e há um saldo de R$ 14 milhões para serem repassados ainda neste ano. “Estamos lutando muito. O objetivo é usar esses valores para viabilizar a estrutura básica dos comitês”, ressaltou.

O diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Tomás, admitiu as deficiências da empresa para atender 635 municípios no estado, com 11 milhões de consumidores. Mas garantiu o empenho da estatal em melhorar áreas estratégicas como gestão e comunicação, por exemplo, frisando que os problemas eram piores no passado.

Rômulo também informou que a Copasa enfrenta a perda de 40% de água captada com ligações clandestinas e baixa nos reservatórios. “Apesar da ilegalidade, a política do governo é de diálogo. Com a crise atual, detectamos que houve um aumento nessas ligações. E temos que conviver com um volume de chuva na metade da média histórica”, ponderou.

Desigualdade - O deputado Dr Jean Freire identificou nas ações do agronegócio e da mineração parte da responsabilidade. “Não há como acabar com a seca. Temos que saber conviver com ela, e isso passa por um efetivo plano de enfrentamento da crise hídrica”, sugeriu.

A deputada Rosângela Reis (Pros), criticou a falta de consciência de setores da sociedade que não estão se empenhando em encontrar saída para a crise hídrica.  "As empresas usufruem da água sem contrapartida para a sociedade e isso também precisa ser revisto”, reforçou.
 
O promotor de Justiça Luciano Alvarenga afirmou que o caminho para o enfrentamento da crise passa pela integração de políticas ambientais, econômicas e de recursos hídricos. Ele defendeu que o Estado crie mecanismos de combate ao uso abusivo da água pelas mineradoras e ao desmatamento.


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